11.1.07

Um Estado Laico... o que faria se não fosse!...

o polvo da opus dei na Sé
Há actos que poderiam ser anódinos mas, não será o caso para a missa mandada celebrar por Paulo de Macedo, ex e talvez futuro director do Milénio BCP se não for reconduzido no cargo de manda chuva da Direcção-geral das Finanças, milionáriamente pago pelos nossos impostos. E cito:
"Visto por dentro da convicção religiosa, como é normal numa Missa de Acção de Graças, tudo se passa de acordo com os princípios e os credos próprios da Igreja Católica e ninguém que partilhe estas convicções se sente estranha ao agradecer e encomendar ao divino a sua sorte passada e sua futura fortuna. Nem tão pouco estranha que Deus tenha tanta coisa a ver com a cobrança de impostos, com a eficácia da máquina fiscal, com o cumprimento da lei de um Estado, que tanta outra gente julga ser laico.

Mas exactamente por isto ser assim, por Paulo Macedo ser católico e obviamente uma pessoa inteligente e reflectida, por ter consciência do lugar que ocupa no Estado, por saber o Estado em que vive, por saber que a DGCI nunca encomendou missas, por saber que uma missa une os católicos da DGCI mas afasta todos os outros funcionários, por saber que a despenalização do aborto está a um mês de distância, por saber que o seu salário está novamente de volta à imprensa, o facto é que Paulo Macedo tem consciência de que está a esticar a corda e não está a praticar um acto de gestão."
Excerto de um artigo de opinião de Eduardo Moura no Jornal de Negócios


E hoje no Jornal de Notícias:
"Há uns 25 anos, o meu professor de Religião e Moral levou para uma aula um conjunto de diapositivos que mostravam as consequências do aborto. Não me recordo do propósito. O objectivo era claro uma pequena lavagem ao cérebro de alunos incapazes de argumentar e de levantar a voz contra tão inusitado exercício e tão escabrosas imagens. O professor era o padre da paróquia.
Recordei o episódio quando, na semana passada, o JN noticiou que um padre de Oliveira de Azeméis se prepara para distribuir pelas paróquias que tem a seu cargo 100 mil (!) panfletos com imagens de teor idêntico, servidas por um argumentário desonesto. No mesmo dia ficou a saber-se que um sacerdote de Bragança apelará, do alto do púlpito, ao voto no "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez no dia do referendo, o que é ilegal. Antes disso, já o Papa tinha feito um delicado jogo de palavras para equiparar o aborto ao terrorismo. "
De: Paulo Ferreira

1 comment:

xatoo said...

e-ko
Respondendo à pergunta que me fez lá no "xatoo" aquilo é um video sim; e aqui, no meu pc, abre. Mas se continuar a não conseguir, veja por este link

http://www.jesuscampthemovie.com/

e de seguida click onde diz "video"
vale a pena, porque é exemplar, demonstra o que pode ser o fanatismo religioso