31.5.08

a sociedade contra o estado e o capital



Sem bancos nem auto-estradas...e nem partidos políticos! Para saber mais aqui.

Faz-me lembrar um livro de etnologia que li há alguns anos "la société contre l'état" de Pierre Clastres, e dos alguns cursos seus a que assisti antes de ter tido conhecimento que tinha sido vítima dum estrano acidente de automóvel, um etnólogo que viveu durante muitos anos na Amazónia e no seio de tribos muito parecidas com esta.

"Não se trata simplesmente de afirmar que o chefe indígena não detém o poder, pois, para o autor, a sociedade indígena (ou "primitiva", como ele prefere chamar de modo algo antiquado e que hoje poderia soar como "antropologicamente incorrecto") não é estranha ao poder. O chefe não detém o poder porque é impedido pela própria sociedade, essa sim a detentora de um certo poder, que não consegue, no entanto, constituir-se como esfera política separada - ou seja, como Estado. O poder ali permanece difuso." Vindo daqui.

Só sei que EKO em tupi-guarani quer dizer vida e é só o que desejo, de longe, a estes representantes das nossas origens.


1 comment:

Ana Paula said...

Um aspecto a aprofundar acerca do poder: este da sua "difusão"... O que traz consigo talvez a questão da atribuição de responsabilidades. A quem, então?

Obrigada pela reflexão partilhada!