26.11.07

os fundos vorazes das "private equities"
ou os custos sociais da especulação

Para compreender o que se passa na economia mundial:
"Os nomes destes titãs – The Carlyle Group, Kohlberg Kravis Roberts & Co (KKR), The Blackstone Group, Colony Capital, Apollo Management, Starwood Capital Group, Texas Pacific Group, Wendel, Eurazeo, etc. – continuam a ser pouco conhecidos do grande público. E graças a esta discrição estão a apoderar-se da economia mundial. Em quatro anos, de 2002 a 2006, o montante dos capitais obtidos por estes fundos de investimento, que colectam o dinheiro dos bancos, dos seguros, dos fundos de pensões, e os haveres de riquíssimos particulares, passou de 94 mil milhões de euros para 358 mil milhões…"
"Ao mesmo tempo que pessoalmente ganham fortunas demenciais, os dirigentes destes fundos praticam doravante, sem sentimentalismos, os quatro grandes princípios da «racionalização» de empresas: reduzir o emprego, comprimir os salários, aumentar os ritmos de produção e deslocalizar. São nisso estimulados pelas autoridades públicas, as quais, como em França hoje em dia, sonham «modernizar» o aparelho de produção. E fazem-no em detrimento e para desespero dos sindicatos, que denunciam vigorosamente o pesadelo e o fim do contrato social. Havia quem pensasse que com a globalização o capitalismo estaria por fim saciado. Vê-se porém agora que a sua voracidade não tem limites. Até quando?" Para ler aqui.
E ainda relacionado, mas sobre o que se viu surgir dos USA, a tempestade dos mercados financeiros que alastrou por toda a economia mundial:
"Que bela figura têm agora os heróis da finança! Modernos e arrogantes quando os mercados estavam em alta, ei-los agora, como o juiz da canção de Georges Brassens perante o gorila, «a gritar pela mãe, choramingando muito», atirando-se para o seio da «Mamã estatal» que execram quando a fortuna os leva a abrir todas as comportas da regurgitação ideológica. Bem entendido, o banco central a quem rogam que os livre do malogro baixando as suas taxas para restaurar a liquidez geral não é o próprio Estado, mas esse banco é o pólo público, o extra-mercado, abominado quando os lucros correm abundantes, suplicado quando está mau tempo." Para ler aqui.

1 comment:

PostScriptum said...

e-ko, mas isto é o capitalismo no seu melhor. Sabes o que me incomoda mesmo? O nosso silêncio e a nossa passividade.
Às vezes apetece-me apelar para soluções radicais, fazendo justiça ao ditado popular, "para grandes males, grandes remédios."
Beijo