11.5.07

ladrões de bicicletas

Tive o prazer de aterrar neste, creio que novo, blog "ladrões de bicicletas". Passei algum tempo por lá a ler coisas muito interessantes e pertinentes, por exemplo:
"Outsourcing" social
"As IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) fazem hoje as maravilhas de políticos, media e cientistas sociais. Louvadas como resultado do fortalecimento da "sociedade civil", são entendidas como a solução de futuro para a provisão de bens e serviços sociais (sobretudo no apoio a crianças e idosos), ultrapassando a dicotomia entre sector privado e sector público.
No entanto, estas instituições são, na maior parte das vezes, meras subcontratadas do Estado, altamente dependentes do financiamento público. O Estado paga "por cabeça" o que gastaria no seu próprio sector, mas sem ter quaisquer responsabilidades com gestão ou trabalhadores. Ora, estes últimos, ao não serem considerados funcionários públicos, têm normalmente vínculos contratuais precários e ganham bastante menos do que os seus congéneres do sector público. Parece estarmos assim numa situação onde toda a gente (menos os trabalhadores) ganha: o Estado consegue diminuir o número dos seus funcionários sem reduzir a rede institucional de segurança social; as IPSS ganham a diferença entre o que recebem e o que realmente gastam." E continua AQUI
Depois este outro exemplo:
"Ultrapassar pela direita só se for em estradas britânicas
Compreendo que Marques Mendes, desnorteado com a fuga do eleitorado do centro para o PS e com a ameaça Portista à direita, não saiba para quem se dirigir e, confiante que os portugueses tenham memória curta, diga o que disse. No entanto, já não compreendo que à esquerda do PS seja possível fazer tábua rasa daquilo que o PSD fez e se preparava para fazer na área da saúde em Portugal. Nem se pode dizer que a agenda do PSD para a saúde seja uma agenda escondida, dada a clareza das suas intenções. Este partido iniciou, no último governo que liderou, um processo claro de privatização do sector público de saúde ,de que é exemplo: a transformação, de uma só vez, de 31 hospitais em sociedades anónimas (último passo antes da privatização); o anúncio da construção de 10 novos hospitais em parcerias público-privadas (só tiveram tempo para lançar 3 concursos: Loures, Cascais e Braga) ou o anúncio de taxas moderadoras indexadas aos rendimentos dos utentes (o objectivo não era moderar o acesso mas introduzir preços nos cuidados de saúde).
O PS não só suspendeu as parcerias com privados com excepção dos 3 concursos já lançados, como transformou os Hospitais SA em Entidades Públicas Empresariais. Rejeita taxas moderadoras diferenciadas porque entende que estas não são taxas de utilização dos cuidados de saúde.
Como é que se pode dizer que o PS está a fazer o que o PSD não poderia fazer no poder, quando o que este partido queria e já tinha iniciado era a privatização do SNS?
Num contexto de controlo das contas públicas, de fraco crescimento económico, de envelhecimento da população e de grandes avanços tecnológicos no sector tudo o que está a ser feito tem como principal objectivo preservar um Serviço Nacional de Saúde público, universal e de qualidade.
Debater visões diferentes à esquerda é fundamental. Reduzir o PS ao PSD não só é injusto como é um erro que só favorece a direita. Tudo" AQUI.

3 comments:

Moriae said...

e-konoklasta, enviei-te um e-mail mas parece que não recebes ...
bji,
M.

sabine said...

Afirmar muito taxativamente que as ONG só fazem coisas mal e que em tudo devem ser substituidas pelo estado é algum exagero. No entanto, linkei esse texto no meu blogue porque penso que é uma boa pista para reflexão.
OUTRA COISA: Normalmente nao gosto de ouvir música em blogues mas esta música calminha é uma excepção.

e-konoklasta said...

Importantes comunicações. Agradeço-vos.

boa semana
bjs