1.5.07

As coisas complicam-se

Em que ficamos, então ?
"A Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) criticou hoje o que designa por "irreversibilidade e subversão" na escolha da Ota para a localização do novo aeroporto de Lisboa.

A CPADA classifica, em comunicado hoje divulgado, de "irreversibilidade" a decisão da construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota antes de ter sido iniciado o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, cuja decisão - Declaração de Impacte Ambiental - tem carácter vinculativo.

A confederação recorda que a Ota é uma "zona húmida classificada pelo Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) como Área Nuclear para a Conservação da Natureza e Corredor Ecológico".

Existe um projecto de uma "mega cidade aeroportuária na órbita da Ota, a ser desenvolvido pela consultora Augusto Mateus e Associados, numa área de 1700 hectares e que passará pela reclassificação de solos agrícolas em industriais", acrescenta.

A opção pela Ota foi feita "por comparação única e insuficiente com a alternativa de Rio Frio, quando nos anos 90 foram apresentadas 12 alternativas possíveis", incluindo a ampliação do aeroporto da Portela.

"Subversivamente, na hora da tomada de decisão foram apresentados apenas dois Estudos Preliminares de Impacte Ambiental (EPIA) - o da Ota e de Rio Frio", acrescenta a nota de imprensa da CPADA, que se apoia em informações facultadas por Elisa Ferreira, ministra do Ambiente no governo de António Guterres.

A CPADA refere, a propósito, as conclusões da Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental, em 1999, sobre os EPIA da Ota e Rio Frio, de acordo com as quais alguns aspectos haviam tido "uma abordagem deficiente", necessitando de "estudos mais adequados à fase de selecção de alternativas".

Em causa estariam os recursos hídricos, a economia local e regional, as comunidades e a fragmentação de habitats, o risco de colisão de aeronaves com aves, a casualidade sísmica, o património arqueológico, o ruído e a qualidade do ar. "

A ler no público

2 comments:

maria said...

Caros amigos,

"José Afonso", figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarista e pela liberdade e democracia, é tema de um selo que está em 5º lugar. Precisamos do voto de todos para que se faça um selo em sua memória e em louvor à Liberdade.
Num período de exaltação de valores salazaristas, devemos contrapor com os nossos defensores de Abril!

“Venham mais cinco!!
Traz um amigo também!”


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Abril, SEMPRE!!

Davide da Costa

maloud said...

O Público lamentavelmente tornou-se na voz do dono e não me merece grande confiança.