14.4.07

políticas sem canudos


Tenho tentado acompanhar os desenvolvimentos do dossier aeroporto internacional de Lisboa, e, quais as alternativas à sua construção na Ota. Recentemente, foi divulgada uma proposta de estudo preliminar, para Poceirão e Faias, muito próximos da já chumbada, por razões ambientais, localização em Rio Frio.
Acabei de ler num artigo, do "sol" online, de 28 de março, em que a presidente da câmara do Montijo, Maria Amélia Antunes sustenta que as diversas localizações sugeridas no passado (Alcochete, Montijo e Rio Frio) ou no presente (Faias ou Poceirão) são importantes pólos ecológicos e económicos da região.
«As Reservas Naturais dos Estuários do Tejo e do Sado, a enorme mancha de montado de sobro existente na região, as áreas agrícolas protegidas, constituídas pela Reserva Agrícola Nacional, Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000 são razões mais do que suficientes para rejeitarmos a construção do novo aeroporto nos diversos locais apontados para a margem sul do Tejo», salientou.
A presidente da Câmara explica que, por exemplo, a localidade de Faias é a mais rica do concelho na captação de água, conseguindo cerca de 60 litros por segundo.
A autarca lembra que no relatório da consulta pública ao estudo de impacte ambiental referente ao «Novo Aeroporto de Lisboa», feito em Maio de 1999, a maioria das associações ecologistas pronunciou-se contra a localização do novo aeroporto em Rio Frio e a favor da solução Ota.
«Os diversos estudos elaborados permitiram ao governo, em 1999, avançar com a decisão de construir o novo aeroporto na OTA, uma decisão corroborada por governos do PS e do PSD», refere.
Maria Amélia Antunes garante que a Câmara vai apoiar a intenção do Governo em construir o aeroporto na Ota, numa decisão que «já teve a concordância de Bruxelas, que pagou oito milhões de euros pela elaboração dos estudos sobre o empreendimento».
«Perante os estudos elaborados por entidades credíveis que apontam a Ota como a melhor solução para Portugal, não é muito sensato embarcar em soluções peregrinas de última hora, soluções propostas por técnicos que podiam ter apresentado esses estudos desde 1999 e não o fizeram», acrescentou.
Parece que, a eventual proposta para a construção do aeroporto na margem sul tem limites ambientais sérios e que não vai ser possível defendê-la . Gostei de ficar esclarecida.
imagem 1: mapa de localização de Faias e Poceirão.
imagem 2: parte dos terrenos alagados da Ota.

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