13.3.07

jornais gratuitos uma praga que nos vem do frio

Sabiam que os jornais gratuitos, que algum sucesso tiveram entre nós, são fruto do empreendorismo criativo dos suecos ? Pois, assim é! Num país em que a maior parte dos seus cidadãos compra e lê, pelo menos, dois quotidianos, para não falar da imprensa online, uns loucos lançaram-se na imprensa gratuita que já invadiu o mundo.
Enquanto estes jornais gratuitos se apresentam como uma ameaça para a imprensa paga e com alguma desejável e pouco atingida qualidade, num país como o nosso, na Suécia, estes quotidianos, distribuidos nos transportes públicos, são um complemento da informação clássica, têm o êxito suficiente para que possam angariar a publicidade de que vivem muito bem e não representam um perigo para a existência dos jornais que continuam a ter os seus assinantes e vendas em quiosque sem registarem quebras.

7 comments:

xatoo said...

bom.
Se os gratuitos conseguissem acabar com o Expresso, Publico e Diário de Noticias - até que mereceriam o meus maiores incómios. Antes nada que manipulações e propaganda oficial. Quer dizer: os leitores com pouca ou nenhuma formação politica, educação, ou simples anafabetos ficariam melhor, ou no minimo menos mal, se não pagassem a sua própria alienação.

e-konoklasta said...

E o Sol! Tudo! Se uns são manipulados por poderes económicos ou políticos outros são manipulados pela Opus Dei ou pelos senhores do mundo de Bilderberg!

Isto é só alienação e manipulação!

Eduardo P.L. said...

Então não tem saída! Uma coisa ou outra , então melhor de graça!

e-konoklasta said...

Pois sim Eduardo!

Mais vale ser de graça do que andar a pagar a nossa alienação.

Claro que seria bom termos, ao menos, UM quotidiano ou semanário honesto, isento, de qualidade, com outra coisa que não seja "opinião" duvidosa!

Cristina said...

e-ko

penso que a hipotese é ler diversas tendencias.

não sei como se mantêm jornais de graça...publicidade??

beijinhos (adoro o teu visual)

xatoo said...

um jornal isento, de esquerda, era o Noticias da Amadora.
Acabou, ao fim de mais de 50 anos, por falta de receitas.
a Regimpresa que foi comprada por um desses mega-grupos cortou-lhe o pio.
Subsiste a versão digital, a que a Câmara Municipal da Amadora cortou logo de imediato a habitual verba de publicidade, mal acabou a versão em papel.
http://www.noticiasdaamadora.com.pt/
.

maloud said...

A imprensa deixou de me interessar. Era leitora do Expresso desde a sua fundação e no regresso à pátria, nas férias de 2005, um título casualmente visto era de tal forma obscenamente mentiroso que acabei com essa ligação.
O Público também desapareceu dos meus hábitos matinais. Comprei-o por excepção em 12 de Fev., porque gosto de analisar a filigrana dos números, concelho a concelho.