2.9.06

o sol pelas peneiras
sa place au soleil
were comes the sun

carregue no sol

Acabou-se o "Idependente", não gostava do semanário, abri-o algumas vezes, nunca o comprei, se o que é bom também acaba, não vale a pena que o mau fique mais tempo. O pessoal que vai para a rua ? uns já devem estar com o pé no sol que aí vem, com toda a força, no fim do verão, outros vão para o desemprego, e os que estão a recibos verdes... que peçam o rendimento mínimo de inserção, enquanto não encontrarem um lugar ao sol, e, no jornalismo há cada vez menos lugares ao sol.
Como o "Independente" (ou intendente, como queiram) não era muito independente, também não se perde nada, quem ganhou foi o Portas pela visibilidade que lhe deu. Escandaleiras inchadas, não é preciso. Precisamos sim de uma imprensa independente, credível, porque não temos. Nem sei se algum dia teremos...
Com a chegada, iminente, do "Sol", o semanário de que tanto se fala e escreve, o "Expresso" lá fez a sua cosmética e pôs-se a oferecer vídeos, como o Tide ou a farinha Amparo punham brindes nas suas embalagens. Não muda nada no conteúdo, é só papel e publicidade. Já desisti, há muito tempo, de comprar tal coisa.
E o "Sol", que deve estar por aí a rebentar, o que é que nos vai trazer de novo ? O papel já não é novo, já vimos muito papel, muita parra e pouca uva e, se é para fazer no "Sol" o que o seu director fez no Expresso, mais valia abster-se.
Lá fora, são os jornais de acesso livre online, financiados pela publicidade, que se vão mantendo, financeiramente, em melhor estado. E nem por acaso, o " Economist" da semana passada tem vários artigos sobre o desaparecimento duma imprensa de papel, em favor dum jornalismo online (mais ágil e mais ecológico, digo eu):
E também, o bilhete de Francis Pisani, com os seus comentários, do blogue do "Monde", Transnets.
Divirtam-se, porque o fim dos jornais papel é anunciado para 2043 no Economist, mas houve quem já o tivesse anunciado para 2017. A ver vamos... o sol pelas peneiras, ainda por algum tempo.
Já agora, colo-vos aqui o comentário (hard) que fiz no blogue do Francis:
Bonjour, je vous écris de Lisbonne (à coté, 15 km) et n'ayant pas de fixe (ici ça coute trop cher) je garde un portable pour les impératifs et autres urgences, je suis condamnée à ne pas être snob même si je n'appele presque pas et que peu de gens ont mon nº de celul.,

Je ne suis spécialiste de rien, mais ça je l'avais déjà "vu"... c'est tellement flagrant que ça m'étonne que l'Economist n'aborde cette question que maintenant. Les économistes ne sont spécialistes de rien non plus... ça va tellement vite pour eux qu'ils ne savent pas où donner de la tête.

Comme je viens de le dire, je ne suis pas en France et le problème (ou évolution forcée) de la presse écrite et des média en général est identique ici, mais en plus grave et je ne vais pas rentrer dans les détails (une élite à la tête vide, trop de smicards avec le salaire minimum, le plus bas de l'Europe à 15 et déjà dépassé par la Slovénie et la Hongrie, un échec scolaire galloppant, comme le chomage d'ailleurs, une télé nulle, incapable de se remettre en cause, ça ne vit que pour les audiences, pas ou peu de débats... une presse écrite au bord de l'anémie financière qui s'autocensure et résiste à la déferlante, inéluctable, des publications online).
Ensuite, nous avons des décideurs, des cadres et des "intélectuels", instalés depuis le 25 avril 74, repus, paresseux, incompétants, malhonnêtes, pédants, mais alors ils savent tout et donnent des opinions sur tout, dans la presse, à la télé, sur leurs propres blogs, mortels, se croyant le monopole de la vérité et du bien-penser. Le dégout, je vous assure. Mais ils insistent à se mettre la tête sous le sable... et le Sahara monte... J'espère que quelques uns se réveilleront en lisant l'Economist, on lit beaucoup l'Economist dans les milieux "intélectuels", c'est très snob de le citer dans les articles d'opinion... alors qu'ils ne connaissent même pas la valeur du smic local.
Triste spectacle... Je vous assure que je n'exagère pas. Je connaîs les problèmes dont vous parlez, Groin et Frontere, j'ai vécu quelques années en France et je suis d'accord avec vous, mais je suis tombée de haut quand je suis arrivée ici.

En tout cas, puisque nous sommes condamnés à l'utilisation de l'ordinateur, d'internet et de ce qui va, inévitablement, arriver par la suite, je vous dis que je suis pour l'information "online". Pour le livre "online", pour la télé et radio "online", pour la poste et le téléphone "online". Je sortirai de temps en temps pour prommener le chien qui, lui, n'est pas encore un robot ni virtuel...
Rédigé par: e-konoklasta
ilustração de e-konoklasta /imago
A senhora que cantava no vídeo lá de baixo, é Norah Jones que é filha de Ravi Shankar.
Agora passa o Jim Morrison com as portas escancaradas.
Já nem é o Morrisson, agora são os Apocalíptica, grupo finlandês, que gravou um primeiro disco com as melhores dos Matálica com todos os seus violoncelos. Agora já tocam as suas próprias composições.

8 comments:

maloud said...

Durante o cavaquismo sempre comprei o Independente. Ser progenitora da "geração rasca" obrigava à visita todas as 6ªfeiras à tabacaria. Mal o guterrismo surgiu, a prole desinteressou-se e acabou a nossa relação com o dito semanário. Confesso que lia sempre divertidíssima o MEC, embora, do meu ponto de vista, nunca tenha alcançado o brilhantismo do Artur Portela Filho anterior e imediatamente posterior ao 25 de Abril.
Relativamente a este mal de vivre que nos atinge a todos, chego convencida que a classe média francesa está mais deprimida e assustada do que nós estamos. Diria mesmo que está num estado depressivo sem conseguir vislumbrar a luzinha ao fundo do túnel. Claro que não falo dos "intelectuais", porque, como o não sou, pouco ou nenhum acesso tenho a eles.
PS-Continuo com o mesmo problema informático, portanto acedo ao seu blog de forma intermitente.

e-konoklasta said...

Maloud,
O problema dos franceses, duma maneira geral, é que são demasiado umbigistas e crêm que os pequenos problemas que vivem (comparados com os nossos, não tenhamos ilusões) os vão esmagar. Aqui vive-se na incosciência total, como se o crédito à habitação e compra de carro resolvessem todos os enormes problemas.
É vê-los, porem a cabeça debaixo da areia... em todas as classes sociais!

e-konoklasta said...

Maloud,
Esperimente limpar os cookies e ficheiros temporários do explorer.
Assim: Olhe para a barra de tarefas, em cima, depois em Ferramentas, vá até opções internet e carregue nos botões: limpar cookies, limpar ficheiros temporários e limpar histórico.
Talvez funcione melhor.
Tem softwere para eliminar spywere ?

Arrebenta said...

A vida é tão difícil, não é?...

e-konoklasta said...

A quem o diz, meu amigo!

maloud said...

"Limpei" tudo. O problema persiste, mas já lhe acho graça. É sempre um jogo de sorte ou azar entrar aqui, nos comentários, porque os posts consigo sempre vê-los, lê-los e ouvi-los. E os meus comentários não são importantes.

fumaças said...

maloud, cheira-me q és freak.. (desculpem o aparte)
Econoclasta: o independente furou mta coisa e fez furor na altura, o q é sempre salutar.. e sinceramente acho q ajudou mais o MEC.Em realaçao à força laboral, ja se sabe q mtos funcionarios n vao receber compensações, algo mto criticavel..

Nota: o q é independente nunca pode ser mto credivel.. a n ser para quem escreve...

O sol tá nice, e basea-se nas modernas tendencias do metro...poka profundidade, maior fonte de escrita...

peace*

o-espectro said...

Sem Arte, sem assinatura do Canard e com problemas na Internete, o que deseja fazer a d. Maloud na Rede. Abecenrragens sempre e cada vez mais, claro. Niet

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