6.9.06

com as portas escancaradas
les portes grandes ouvertes
opened doors

"If the doors of perception were cleansed everything
would appear to man as it is - infinite"

"The Marriage Of Heaven And Hell"
William Blake


A História repete-se, e este foi-se...

Poeta cantor de rock americano, solista do grupo "the Doors" de 1965 a 1971, na veia da canção de protesto, em particular contra a guerra do Viet Nam. Jim Morrison nasceu em Melburn, na Flórida e morreu, precocemente, com 28 anos, em Julho de 1971, em Paris, e, embora exista uma versão oficial sobre o seu desaparecimento, as condições da sua morte, e, de como duma casa de banho duma discoteca, o seu cadáver, passa à banheira de sua casa, talvez simulando uma "overdose", chegou a dizer-se que a CIA estava por tràs desta morte, por causa das suas posições contra a guerra, deixa um rasto de dúvidas que, com a sua reputação de poeta maldito e contestatário, o transformou num mito. Sexo-símbolo provocante, comportando-se sempre, desde a infância, de forma excessiva. Verdadeiro ídolo da música pop, que influenciou o movimento "punk" e outros cantores que se seguiram.
A adoração de que é alvo pelos seus fans, acaba por eclipsar uma obra poética, muito rica e original, que ele próprio sempre considerou como sendo a sua principal actividade.
Passou uma grande parte da sua infância a seguir o seu pai, com a sua família, que era oficial da marinha americana. É conhecido o seu talento de contador e mistificador a par dos seus excessos com o álcool e os paraísos artificiais, e, com todas as reservas que possamos ter quanto à veracidade de tudo o que ele disse sobre ele próprio, entre outros acontecimentos, contou que com 3 anos e meio, numa das deslocações da família entre Santa Fé e Albuquerque, assistiu a um acontecimento que disse ser um dos mais importantes da sua vida, e que é evocado no vídeo que está no fim do blogue, duma migração de almas de índios no deserto que atravessavam, determinante para compreender a atração marcada pela mística dos Amerindianos e o chamanismo.
Jim Morrison foi um aluno brilhante, consta que ele teria um quoficiente de inteligência superior a 140. Com 14 anos descobriu o romance de Kerouack "on the road", depois os poetas William Blake, Arthur Rimbaud, Baudelaire e interessou-se pela filosofia (Montaigne, Nietzsche), pela psicanálise (Freud, Jung) Estudou cinema na universidade.

Continua...

4 comments:

maloud said...

A geração que me sucedeu, tem o mesmo entusiasmo por ele. Para a pequena anedota as minhas filhas, a primeira vez que foram a Paris sózinhas, há cerca de 15 anos, lá fizeram a romagem ao Père-Lachaise. Tinham 15 e 14 anos. Confesso que mesmo em jovem nunca lá fui, apesar de ter tido oportunidade.

e-konoklasta said...

Vivi muitos anos em Paris e nunca fiu ao "Père Lachaise". Detesto cemitérios, funerais e dias de todos os santos... Mas, também, nunca subi à Torre Eiffel de elevador, ainda tentei ir pelas escadas com o meu filho, um dia, mas, não sei porquê o accesso estava cortado nesse dia.

A personagem do Morrison, idolatrias à parte, é interessante e deixou pairar o mistério.

maloud said...

Talvez porque nunca vivi em Paris, só lá estive como turista, subi à Torre Eiffel de elevador, apesar de ter vertigens, quando era jovem. Mais recentemente foi o pai que levou lá a prole. Como já conhecia, dispensei o incómodo. Agora recentementer fiz a pequena subida, para mais uma experiência gastronómica.

e-konoklasta said...

Para mim os lugares turísticos são tão mortais como os cemitérios. E então bichas... bem bastou na Polónia, não havia outra hipótese, era a bicha, ou morria à fome... em Paris, ao menos, para as experiências gastronómicas, não precisava de fazer bichas para os elevadores da torre.
Conhecia todos os cantos interessantes onde se comia bem e sem me arruinar. Depois, com o tempo quase me tornei num "cordon bleu" e como hoje, comia melhor em casa do que nesses lugares.
E, hoje ainda, vou ouvindo, entre outras coisas, os Doors.

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