1.6.06

no país das auroras boreais


A Finlândia celebra hoje um século de sufrágio universal e plenos direitos eleitorais acordados às mulheres pela primeira vez no mundo, num país que conta hoje, com uma das mais elevadas taxas de representação feminina na política.
Sete anos antes das noroeguesas, 38 antes das francesas, 66 anos antes das suiças e quantos anos das portuguesas, quantos?
Dezanove mulheres entram para o parlamento depois das eleições de 1907, enquanto em Inglaterra, as feministas desfilam, muitas vezes ao risco das suas vidas, para que sejam reconhecidos os seus direitos.
Antes da Finlândia, só a Nova Zelândia e a Austrália autorizaram as mulheres a votar, desde 1893 e 1902 respectivamente, mas sem lhes dar outros direitos.
Um século mais tasde, a Finlândia independente (1917), membro da União E desde 1995, continua a fazer parte dos países melhor colocados pela presença das mulheres na política. Presidida por uma mulher desde 2000, Tarja Halonen, com uma taxa de deputadas de 37,5%.

2 comments:

maloud said...

O nosso atraso não é casual ou fruto da má sorte. Tem raízes bem profundas e ainda não nos livramos delas. Também nos falta vontade.

e-konoklasta said...

Falta-nos vontade para tudo, mas para não o admitir dizemos que é a fatalidade. Para não ajudar, os homens veneram o poder e os que o têm embriagam-se e gargarizam-se com ele.

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