31.3.07

portugueses sem educação cívica e sem interesse
pelos problemas ambientais

É preocupante que os portugueses andem mais interessados em resultados de concursos idiotas promovidos pelas cinquentonas desmioladas RTP e Maria Elisa, em seguir as telenovelas da TVI e os globos de ouro da SIC, do que em questões tão importantes como as garantias de protecção de dados relativas ao uso do cartão único mas, também com projecto da Comissão Europeia para que se avance para uma base de dados centralizada de impressões digitais e ADN, já para 2008, no interior da União Europeia alargada (revelado pela TIMES em 16 de março). Tudo parece normal e natural, a esta gente!

Também não estão na prioridade das intranquilidades desta gente, as questões ligadas com a preservação do ambiente e da natureza, portanto, os atentados de toda a ordem contra estes aspectos tão sensíveis do meio em que vivemos, raramente, merecem atenção. Apesar de termos uma boa legislação em matéria de ambiente, segundo me explicaram alguns especialistas, a "desatenção dos cidadãos" não permite o controle de políticas ou actividades económicas que deveriam ser questionadas, sob pena de continuarmos a ver-nos invadidos por produtos de que não nos veremos livres tão cedo e com grande prejuizo, mais do que hipotético, para o ambiente e para a saúde de todos nós. Mas, mesmo se foram dizendo o contrário, os sucessivos governos gostam desta atitude passiva dos portugueses. É tão cómodo governar sem contestação!!!

Seguem-se dois artigos, que só devem ter sido objecto de interesse por parte de especialistas ou pessoas com sensibilidade para a questão, sobre a temática da cidadania e educação ambiental, e, uma informação sobre ensaios de transgénicos em Portugal:
"Especialistas do ambiente defendem que as iniciativas de cidadãos em torno do ambientalismo em Portugal são poucas porque existe uma falta de educação cívica básica, que leve as pessoas a lutarem por um bem comum.

Falando numa sessão sob o tema "Criação e Defesa do Ambiente", organizada no âmbito do ciclo "Causas e Efeitos", o presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, disse que não existe qualquer "educação cívica no país" e que os portugueses "não têm qualquer interesse global nos problemas ambientais". "Em Portugal, não existe uma educação cívica básica que leve as pessoas a lutarem por um bem comum. Só se luta por interesses pessoais", afirmou Sequeira.

Já Lurdes Soares, do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), disse que a participação cívica dos portugueses em acções em torno do ambientalismo "é sempre uma participação derivada de interesse" e não "uma participação contínua e activa"."

artigo do JN: AQUI

"TRANSGÉNICO TESTADO EM RIO MAIOR

O Instituto do Ambiente (IA) aprovou a realização de ensaios com milho geneticamente modificado no concelho de Rio Maior e rejeitou os pedidos feitos pela Syngenta para terrenos em Salvaterra de Magos e Alcochete.

Em informação ontem divulgada, o Instituto do Ambiente considera que a notificação feita pela Syngenta Crop Protection para os ensaios em Rio Maior descreve a forma como serão utilizados os campos e inclui declarações de dois agricultores vizinhos em como não vão cultivar milho, reunindo "as condições mínimas à realização dos ensaios".

Já nos casos de Salvaterra de Magos, também no distrito de Santarém, e Alcochete (Setúbal), o IA afirma que "a informação apresentada não permite concluir que a distância de isolamento de 400 metros esteja salvaguardada"."

no JN: AQUI

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