31.12.06

a cinemateca e-konoklasta

"a ignorância é a mãe da estupidez"e-konoklasta
ou, o que o Bush não leu, não viu, não sabe!
em véspera de dia da Paz, relembremos...

klikem nos beduínos pálidos e entrem na história pelo mito

o da esquerda é T.E.Lawrence


Na véspera do dia da Paz, dia que sucede à execução de Sadam Hussain, tempo em que se fazem votos da felicidade e de concórdia, para os que nos estão próximos e para o mundo, onde se teima em semear ventos... como teimamos em viver na paz podre a que nos obrigam as condições de vida, que governantes e gestores, de toda a espécie, "democraticamente" nos impõem. A lista das cangas, que é infindável, sabendo que uns sentem-lhes mais o peso do que outros... sendo evidente que, com salários e pensões de miséria, para não falar dos que não têm nada de nada e esperam longos meses por um rendimento mínimo de inserção duvidosa, dignos dum país no fim do rabo da Europa, suporta-se menos os preços, e para mais os aumentos, de energias, de alimentação, de custos bancários, etc., praticados nos outros países do topo da cabeça da mesma Europa. Mas adiante que se faz tarde!
Pois, as perspectivas de Paz no mundo, e, em particular, no Médio Oriente e Golfo Pérsico, não são muito boas e, não me parece que o enforcamento do ditador iraquiano venha contribuir para apaziguar a região, a ver vamos! Lembro-vos, então, que esta história já dura há muito, e que há quase um século, Thomas Edward Lawrence, viveu, de corpo e alma, a revolta dos árabes contra o Império Otomano, sonhou e fez sonhar o mundo árabe, com eles bateu-se contra esse domínio, contra os interesses britânicos e ocidentais.
A fragilidade da região padece, ainda hoje, do aniquilamento dos sonhos e esforços feitos nesses tempos de revolta. Lawrence deixou um livro, os "Sete Pilares da Sabedoria", muitas cartas e artigos, premunitórios sobre o que hoje se passa pelas Arábias. Em 1917, Aurens (assim era conhecido pelos árabes) escrevia: "mais vale deixar os árabes fazer as coisas de forma aceitável que serem vocês a fazê-lo na perfeição. É a guerra deles, ajudem-nos, mas não para ganhar por eles".
Há 45 anos, David Lean mostrou-nos o mítico Lourenço da Arábia e este epísódio da História esfumou-se, um pouco, por detrás do som das areias das dunas fustigadas pelo vento e pela inesquecível música de Maurice Jare. Se tiverem oportunidade, vejam o filme com atenção.
O Sadam já foi enforcado, agora, desejo ao Bush um lindo enterro nas próximas eleições!
Bom Ano, Paz e Justiça para os Homens de Boa Vontade!

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