Ferrugem nº 3
Depois foste-te embora
As tuas mãos calejadas e cansadas
No seu corpo metálico
Depois foste-te embora
E nunca lhe perdoaste a ferrugem
Do seu corpo metálico
Depois foste-te embora
Amarrado a saudades perdidas
E ao seu corpo metálico.
Aterrada. Como uma nave espacial que enferruja.
Décadas de dissolução e enxofre.
Marte na terra.
Morte na terra.
Morte na terra.
Quente e serêna. Ainda
Falta o anoitecer mais uma vez.
E os pulmões cegos de ar demasiado quente
E sêco anseiam pela brisa nocturna.
Uma rã canta o rio antiquíssimo.
Depois foste-te embora
As tuas mãos calejadas e cansadas
No seu corpo metálico
Depois foste-te embora
E nunca lhe perdoaste a ferrugem
Do seu corpo metálico
Depois foste-te embora
Amarrado a saudades perdidas
E ao seu corpo metálico.
Aterrada. Como uma nave espacial que enferruja.
Décadas de dissolução e enxofre.
Marte na terra.
Morte na terra.
Morte na terra.
Quente e serêna. Ainda
Falta o anoitecer mais uma vez.
E os pulmões cegos de ar demasiado quente
E sêco anseiam pela brisa nocturna.
Uma rã canta o rio antiquíssimo.
Para a E-Ko
