Ora aqui está o que é bem revelador de como entendeu e entende a igreja manter o seu poder sobre a sociedade. A lei de despenalização do aborto, quase identica à nossa, funciona em Espanha e não funciona aqui porque uma parte da classe médica (ver a origem social de onde ela provém, maioritáriamente) se tem, discricionariamente, oposto a aplicar a lei vigente.
Agora que, mesmo não sendo vinculativo, o resultado do referendo, apontando apesar de tudo para uma evolução em favor duma resposta positiva, e que a lei será alterada para evitar ambiguidades e intrepretações oportunistas, vem a igreja pedir à classe médica para exercer a objecção de consciência:
Só que, também, os mesmos que são objectores de consciência no público deixam de o ser no privado. Já foi observado em Espanha e, conhecendo a mentalidade da classe do rectângulo, depressa se chegará à mesma conclusão!

