A autoridade da concorrência multou a PT por abuso de posição dominante. Agora vem o Granadeiro dizer que vai recorreraos tribunais por causa da multa, muito bem pregada, de 38 milhões pois como diz "é inexplicável e despropositada". Eu, como consumidor dos serviços do megalesma.sapo.pt e outras assinaturas telefónicas, faço um apelo a todos os clientes desta empresa de gatunos que nos tem roubado descaradamente há mais de meio século, para a processar pelos maus serviços e roubos que faz e tem feito aos portugueses durante longos anos. Actualização do post:
Durante alguns meses, antes de me interessar pala blogosferas portuguesa, li e comentei a edição online do Jornal de Negócios, onde aparecem artigos de opinião interessantes de alguns colunistas. Os jornais económicos são uma fonte de informação, por vezes, mais interessante que a imprensa generalista, que, em questões económicas, as mais importantes pois os políticos são meras marionetas do poder económico, e porque revelam realidades que escapam à maioria de muitos de nós, nem sempre de forma isenta, mas, nem, e sobre tudo, nos blogs assim é...
Nem sempre concordo com o que Luíza Bessa escreve mas, de uma maneira geral, tem uma visão equilibrada sobre os temas que aborda e é o caso do artigo de ontem sobre a questão da multa que a Autoridade da Concorrência aplicou, por abuso de posição dominante, à PT.
E, Luíza bessa diz a determinado momento: "Depois da violenta polémica entre a PT e a AdC, em torno da autorização da OPA da Sonae, é irresistível levar o assunto para uma reedição do verdadeiro combate de egos entre Abel Mateus e Henrique Granadeiro. Mas essa fulanização apelativa esconde o essencial: pela primeira vez o regulador consegue levar ao tapete o campeão nacional das telecomunicações. E atacar de frente o operador incumbente que beneficiou durante anos de excessiva complacência na defesa do seu poder dominante apesar das declarações políticas a favor da liberalização do sector. "
Mais adiante: "Num ponto Abel Mateus não sai bem deste processo. O tempo transformou-se no calcanhar de Aquiles da AdC, desde de que as decisões sobre os processos de concentração da Sonae com a PT e do BPI com o BCP demoraram bem mais de um ano. Neste caso essa variável é ainda mais longa: a queixa remonta a 2003 e a decisão do regulador demorou quatro anos. Nestes quatro anos, houve tempo para mudar a gestão da empresa e para o regulador das telecomunicações impor novas regras que corrigem a situação. E os consumidores e as empresas, todos os que terão sido prejudicados, como vão ser ressarcidos?"
Ler o artigo na íntegra no Jornal de Negócios.