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23.5.10

verdade, mentira e manipulação

aqui, a emissão de ARTE de filosofia sobre a mentira:

le mensonge

aqui, o vídeo duma discussão sobre o tema depois da gravação da emissão:




Il ne faut jamais mentir, c'est bien connu... Mais que faire, alors, quand la milice recherche des résistants ? Quand un mensonge épargne des vies ? Et si la volonté de dire toujours la vérité était plus mensongère, en un sens, que le mensonge lui-même ?

Não se deve mentir nunca, como se sabe... Mas que fazer, então, quando a milícia procura resistentes? Quando a mentira poupa vidas? E se a vontade de dizer sempre a verdade fosse ainda mais mentirosa, num certo sentido, que a própria mentira?

7.1.08

o ano começa mal para a liberdade de informação

O grupo Prisa na destituição de cargo duma jornalista mexicana, Carmen Aristegui, uma das jornalistas mais influentes do país, que apresentava o jornal dum canal de rádio privado.

Já se sabia que Murdoch, Lagardère e outros, impõem linhas editoriais na maior parte dos jornais europeus que compram, para não falar da censura meio implicita, meio explícita que se pratica, duma maneira geral por todo o lado. Agora está claro que a Prisa também não é ligeira...

Na imagem, Carmen Aristegui, tinha dado a cara para uma campanha contra a violência de género, em 2005. Mais detalhes aqui.

30.8.07

a lavagem de cérberos em liberdade
mais eficaz ainda que a propaganda das ditaduras

Como ainda não pude ler na totalidade, e por conseguinte traduzir, a entrevista de Chomsky que tinha prometido, vai ficar para de aqui dois ou três meses quando estiver disponível integralmente no site do Le Monde diplomatique, vou apenas aqui deixar a introdução e a resporta à primeira pergunta:

"A aquisição de grandes jornais - Wall Street Journal, nos US e os Échos, em França (e parece que o Murdoch quer atirar-se ainda ao NYTimes, segundo diz o Filipe) - por homens afortunados habituados a vergar a verdade ao sabor dos seus interesses, a mediatização ostensiva de Nicolas Sarkozy,
a canibalização da informação, pelo desporto, pela meteorologia e os "faits divers", o todo envolto num deboche de publicidade, a comunicação é um instrumento de governação permanente dos regimes democráticos.

D.Mermet: Comecemos pela questão dos médias. Em França, em maio de 2005, aquando do referendo sobre o tratado de Constituição Europeia, a maior parte dos órgãos de imprensa eram pelo "sim" e, no entanto, 55% dos franceses votaram "não". A força de manipulação dos média não parece tão absoluta. Será que este voto dos cidadãos representa também um "não" aos média ?

N.Chomsky: O trabalho sobre a minipulação mediática ou a fábrica do consentimento, feita por Edward Herman e por mim, não aborda a questão dos efeitos dos médias sobre o público. É um assunto complexo, mas algumas pesquisas aprofundadas realizadas sobre este tema sugerem que, na realidade, a influência dos médias é mais importante sobre a fracção de população com maior nível de educação. A massa da opinião pública parece menos tributária do discurso dos médias"

A continuar um destes dias...

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