Já tinha visto este vídeo duas vezes, uma no canal franco/alemão Arte, já alguns anos, e depois no youtube, por acaso, por indicação dum artigo no média cidadão Agoravox. Voltei a encontrá-lo esta manhã no blog da Ana Paula e, de repente, relembrei a ideia dum post que não concretizei na altura, sobre como esta reflexão em torno da imagem e do excesso de imagens que nos rodeia, a propósito do trabalho fotográfico de Jean Baudrillard, sociólogo e pensador francês, que tanto escreveu sobre as simulações do real das nossas sociedades hiper mediatizadas.
É neste mundo de imoderação mediática onde a simulação do real no desfile incessante de imagens, em que tudo vale tudo e que tudo nada vale, que sinto a necessidade de me reapropriar do real pela criação de imagens retrabalhadas, recortadas ou moídas, assim como nas experiências de desordem de palavras e de sons, que podem ver no IMAGO e no KALEIDIKON. Uma forma de recriar o real, tão velha como a humanidade, que experimentam todos os artistas nas artes visuais, na literatura, na música e que as novas tecnologias com o acesso à web, dispondo de blogs e de alguns instrumentos para a realização numérica, podem sem pretensões de forma mais ou menos lúdica , mesmo sem uma grande audiência, transmitir, como um reflexo pessoal desse tão simulado real e onde a simulação se erige em verdade extasiante.
Fiz ontem uma descoberta que vai ser objecto do próximo post e tem a ver, um pouco, com o que acabei de contar: CRIAL e CRIALISMO para traduzir o que Luis de Miranda nomeia "CRÉEL" e "CRÉALISME"
Tiny Watercolor Notes from Downeast Maine
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Calais Waterfront — March 2026. A quick ink‑and‑wash sketch capturing
the riverbank and winter light along the St. Croix River at the Canadian
border. ——...
4 months ago