22.10.08

visitar Rimbaud no dia do seu aniversário e na sua casa



Talvez Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, - que um fim azado repare os tempos de indigência, - que um dia de êxito nos adormeça sobre a vergonha de nossa fatal inabilidade,

(Ó palmas! diamante! - Amor, força! - mais alto que todas as alegrias e glórias! - de qualquer modo, em toda parte, - Demónio, deus, - Juventude deste ser que sou eu!)

Que os acidentes da magia científica e os movimentos de fraternidade social sejam apreciados como a restituição progressiva da liberdade primitiva?...

Mas a Vampira que nos faz gentis ordena que nos divirtamos com o quanto nos deixa, ou então que sejamos ainda mais palermas.

Rolar nas feridas, no ar exausto e no mar; nos suplícios, pelo silêncio das águas e do ar assassinos; nas torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado.

Arthur Rimbaud

10.10.08

não há almoços à borla... cunhas e pactos de silêncio!

“…a Câmara receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios com os apartamentos completamento equipados. Era um edifício muito grande, seguramente vinte ou trinta apartamentos, numa zona que aos preços do mercado era (e é) valiosíssima. Outro documento tinha o rol das pessoas a quem a Câmara tinha entregue os apartamentos. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP.”

“…Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa. Há assessores dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras. Há jornalistas que com palavras adequadas favoreceram ou omitiram situações de gravidade porque isso era (é) parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados. O silêncio foi quebrado agora que os media se multiplicaram e não é possível esconder por mais vinte anos a infâmia das sinecuras. Os prejuízos directos de décadas de venalidade política atingem muitos milhões.”

“Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente". Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora.” Viu-se o pacto do silêncio aqui!
Hoje no público temos mais uns pequenos detalhes sobre os beneficiários das cunhas, num país, à beira do colapso económico, onde muito se queixa a classe média e com razão, que ainda não provou o quotidiano de quem apenas sobrevive com o ordenado mínimo ou ainda menos! Mas só tem problemas quem tem voz... ou ligação à net! Quem não tem voz, não tem problemas nem hipóteses de meter uma cunha para que lhe seja atribuído um T1 ou T2 no centro de Lisboa... ou muito simplesmente uma data de consulta ou de cirurgia num hospital público... porque, até aí, é preciso ter cunha!
Vergonha de país! E só pactos de silêncio! Insurjam-se, não deixem isto continuar!

9.10.08

un prix Nobel pour "l'extase matérielle" d'un "procès-verbal" dans le "désert"



« La beauté de la vie, l'énergie de la vie ne sont pas de l'esprit, mais de la matière. »

"A beleza da vida, a energia da vida não são espírito, mas matéria."

Jean-Marie Gustave Le Clézio


vídeo gravado hoje numa emissão de apresentação do último livro de Le Clézio e pouco antes da atribuição do prémio.

25.9.08

Esta ao menos não está indecisa...



Madona, ela própria, pôs este vídeo na sua página do youtube, há uma semana, em que associa a imagem de McBush às de Mugabe e de Hitler. Já tinha sido polémica a projecção destas imagens nos seus concertos, mas, não se deixou impressionar, refez a montagem e já foi visto por um número impressionante de internautas.

"Get stupid" uma forma de também fazer política.

21.9.08

Maria Bandida apresenta a Apoplexia da ideia


Uma Bandida que toca piano e fala francês...

Uma forma nova e diferente de publicar e talvez
para acabar com as associações de editores e o negócio escuro dos manuais

Chamem-lhe conluio, cartel, oligopólio ou concertação...

"As pessoas do mesmo negócio raramente se encontram, mesmo para prazer e diversão, mas quando conversam acabam sempre numa conspiração contra o público ou numa qualquer maquinação para fazer subir os preços." Esta frase tem 230 anos mas poderia ter sido escrita hoje. O seu autor é Adam Smith..."continue a ler aqui!
E, para sabermos com o que contamos e como a nossa justiça é defeituosa, termina assim:
"Só nos Estados Unidos, há hoje 80 gestores na prisão a cumprir pena por cartel, risco que os gestores acusados no Cartel das Cantinas não enfrentam pois a culpa nestes processos ainda é diluída em multas, aliás, muito inferiores ao lucro. Por enquanto, contudo, todas estas empresas têm os seus contratos activos com os hospitais e escolas, pois, até decisão contrária, toda esta gente está inocente. O Estado continua a pagar-lhes. Isso é saudável. Mesmo que saiba a comida estragada."
Parece que desta vez o Sebastião não comeu tudo sem colher, mas ficamos à espera de resultados em relação às gasolineiras em geral e à GOLPE em particular, nesta questão do preço dos combustíveis ou então é o verde Pinho que nos vai explicar umas coisinhas pouco claras!
Para quando o próximo boicote às bombas da GOLPE e da BP?

16.9.08

património pessoal



Vídeo feito com fotografias pessoais tratadas com softwere específico e efeitos pintura e aguarela.

24.8.08

Depois de uma medalha de ouro e outra de prata, a cerimónia final dos JO em directo com canal+





Não sou muito dada a estas coisas, mas não resisto ao encantamento e à proeza tecnológica em aqui ter a televisão em direto.

3.8.08

As cores de Nolde







O agravamento caótico do protesto social benificiará exclusivamente ao Clube dos 1125 Bilionários

“Há em comum nestas medidas dois factos que escapam por agora à opinião pública. O primeiro é que, ao contrário do que aconteceu na legislação europeia anterior, a actual visa harmonizar por baixo, transformando os países mais repressivos em exemplos a seguir.
O segundo é o objectivo de fazer convergir o modelo capitalista europeu com o norte-americano. A miragem das elites tecno-políticas europeias muitas delas formadas em universidades norte-americanas é que a Europa só poderá competir globalmente com os EUA na medida em que se aproximar do modelo de capitalismo que garantiu a hegemonia mundial deste país durante o século XX.

Trata-se de uma miragem porque concebe como causas dessa hegemonia o que os melhores economistas e cientistas sociais dos EUA concebem hoje como causas do seu declínio, fortemente acentuado nas duas últimas décadas.”

“A quem beneficiará o fim de um sindicalismo independente e o agravamento caótico do protesto social? Exclusivamente ao Clube dos Bilionários, os 1125 indivíduos cuja riqueza é igual ao produto interno bruto dos países onde vive 59% da população mundial.”

Visão por um terramoto de fraco índice na escala de Richter mas de longa duração!

29.7.08

os bons exemplos




O milhão de nomes da lista negra dos suspeitos de terrorismo...



Quando os altos responsáveis da administração Bush recusam responder à comissão democrata que inquire sobre os métodos usados pela justiça...

28.7.08

Sem cereja nem bolo quanto mais Cravinho!!!!! Ou como as elites económicas sempre disseram que muito Estado é mau para a economia…


Porquê?

Porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública." AQUI.

«maiores níveis de desigualdade conduzem, através de mecanismos materiais e normativos, a maiores níveis de corrupção».

«se a corrupção é o resultado da tentativa por parte dos ricos para melhorar a sua posição, então um maior peso do Estado pode estar associado a menos corrupção»


"A reconfiguração neoliberal do Estado, com a entrada de privados em novos sectores em que, dada a natureza das actividades, é necessário desenhar complexos contratos, é uma das fontes do problema. A fraqueza e falta de autonomia do Estado do bloco central face aos grandes grupos privados com cada vez mais poder e o défice de escrutínio democrático destas relações cada vez mais promíscuas colocam-nos assim numa situação difícil. Ficamos sem recursos intelectuais para traçar as linhas entre o que se pode comprar e vender e o que não se pode nem deve comprar e vender. Finalmente, temos evidência empírica e argumentos plausíveis mais do que suficientes para associar a corrupção ao problema das gritantes desigualdades no nosso país." AQUI.

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