17.6.08

The Celtic Twinlight


visite a exposição aqui

16.6.08

Joseph Stiglitz prémio Nobel de Economia:
«o modo de vida americano é insustentável»

"O prémio Nobel de economia, com o custo da guerra no Iraque, explica como este conflito fez explodir o modelo de crescimento económico americano, levando às crises planetárias que conhecemos." Excertos duma entrevista para ver aqui.

“Em primeiro lugar, a guerra contribuiu para o aumento dos preços do petróleo. Os preços subiram bem para além dos 100 dólares por barril e os especialistas mais prudentes estimam que 5 a 10 dólares desse aumento a ele se devem. Em 2002, os mercados energéticos tinham analisado a evolução do preço do petróleo para os dez anos que se seguiam. Segundo eles, a produção seguiria o crescimento da procura e que o preço do barril permaneceria relativamente estável. O Iraque veio alterar totalmente a equação, principalmente devido à instabilidade provocada no Próximo-Oriente. E um dos efeitos perversos foi o dos produtores de petróleo, que obtiveram ganhos mais importantes, e alguns decidiram não aumentar a sua produção. Depois, há a considerar os fracos retornos do investimento desta guerra. O dinheiro gasto no Iraque, quando pagamos uma empresa de construção nepalesa por exemplo, não beneficia do mesmo modo a economia americana que se construísse uma escola ou um parque de jogos. "

"A intervenção no Iraque terá influenciado a crise das subprimes… oh que sim. O Presidente Bush declarou que a guerra não tinha nada a ver com os problemas económicos, que os americanos só tinham construído e comprado casas demais. Mas é necessário tentar perceber. Porque a economia americana se encontrava fragilizada, a FED (Reserva Federal) quis criar mais liquidez, ela decidiu então deixar as taxas de empréstimo muito baixas permitindo que se desenvolvessem inúmeros produtos de crédito, sem qualquer controle. O que permitiu manter a actividade a um certo nível durante um certo tempo, o que preservou também a bolha imobiliária. A economia americana já tinha problemas e a guerra no Iraque agravou-os. Os economistas acreditaram que tínhamos entrado numa nova era. A subida do preço do petróleo parecia não afectar tanto a economia, não tanto como como aconteceu nos anos 70. Mas afinal, foi por se ter suportado fortemente esta mesma economia que o efeito era atenuado. Num ano, em 2006, mais de 900 milhões de dólares foram destinados ao reembolso do empréstimo. É enorme numa economia que pesa 13 triliões de dólares. O problema é que nessa altura se está já à beira da recessão e que a margem de manobra se reduz consideravelmente. O défice americano será mais do que provavelmente de 500 milhares de dólares: não há mais meios para estimular a economia.”

"Muitos bancos europeus compraram produtos derivados das subprimes e estão a ressentir-se. Para além de que, com o abrandamento da economia americana. Uma das raras forças é a exportação, pelo enfraquecimento do dólar em relação ao dólar. Tudo isto não é bom para a Europa."

"A crise do petróleo está ligada à situação da guerra no Iraque. A das subprimes, uma consequência da guerra e da subida do preço do petróleo. A crise alimentar, através dos bio carburantes, resulta da crise petrolífera. A Índia teve razão de se mostrar irritada quando George Bush apontou o dedo às economias emergentes como responsáveis da crise alimentar mundial. Ora em matéria de agricultura, não há nenhuma surpresa: os chineses não tomaram a decisão de comer mais cereais e carne de porco dum dia para o outro. A verdadeira surpresa, o acontecimento totalmente inesperado foi a guerra no Iraque. E como o preço do petróleo aumentou de forma rápida e violenta, os USA aumentaram as subvenções à produção de etanol, provocando aumentos nos cereais… "

"A ONU desenvolveu um indicador do desenvolvimento humano, que integra o que é gasto em matéria de educação ou saúde… E bem à luz desta estatística, os Estados Unidos passam a ser a décima economia mundial. O que se passa nos US é contrário ao que ensina a teoria económica elementar. Segundo ela, quando uma economia se torna mais produtiva, é possível dispor-se de mais tempo livre. Ora os US evoluem no sentido contrário. Qualquer coisa não está a funcionar. Por outro lado, o modo de consumo e de produção americano, não é sustentável em matéria de preservação do planeta. Com o modelo americano, o mundo não é viável. Em menos de cem anos a China vai ter a capacidade de consumir o que consome os US. Se assim for, será uma catástrofe para o planeta. E como é impossível dizer aos países em vias de desenvolvimento, «vocês vão ter de vos restringir para que possamos continuar a consumir o fazemos hoje», não haverá outra alternativa à mudança do modelo de crescimento económico.”

12.6.08

Bush e a guerra...



A seis meses do fim do seu mandato na Casa Branca, Bush anda a dar a volta da Europa com o fim de tentar ainda avançar para uma nova guerra já anunciada há algum tempo, há quem afirme que tudo está pronto para um ataque ao Irão antes do fim do mês de Agosto, quando os Estados Unidos e alguns países ocidentais se encontram numa situação difícil com os conflitos no Iraque e Afganistão.

Hoje os médias divulgaram: "O Supremo Tribunal dos EUA decidiu hoje que os suspeitos de terrorismo detidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, têm o direito de recorrer aos tribunais federais para contestar a sua detenção. A decisão representa um novo revés para a Administração Bush, que recusou sempre dar a estes detidos o acesso aos tribunais cíveis." aqui e mais detalhadamente aqui deixando vagamente prever o que se vai passar durante os próximos julgamentos dos prisioneiros daquela base detidos à margem do direito.
Agora, surpreende-me que os médias não tenham divuldado ter sido lançado um processo por "impechement" contra George Bush por "traição, corrupção ou outros crimes e delitos" no exercício das suas funções de presidente. Li o que ontem era uma pequena notícia no le monde e procurei na nossa imprensa e na internacional a mesma notícia e praticamente nada como resultado. O procedimento foi lançado por Denis Kucinich, representante do Ohio no Congresso e por aqui o assunto continua a ser actualizado.
a primeira imagem vem do WP e é uma manifestação anti Bush em Roma durante a sua actual visita, e a segunda da sua visita a Lubliana onde decorre a actual presidência da UE.


6.6.08

o absurdo é o idêntico à laia de semelhança...




o absurdo é um igual legítimo, feito obediência e obra. um cemitério onde se inferioriza o homem a cair de bêbado e a cuspir coexistências de entendimentos trágicos e incógnitos.

o absurdo é a dúvida quando a agonia esbarra no perfil feminino do medo que a gente tem. e a gente tem medo do medo do objectivo crescer de dentro do medo.

o absurdo é o gozo, é a tenda, é o silêncio cheio de tédios estupidamente fartos.

não há quartos onde as camas ranjam pelo prazer da madeira a bater no corpo.


o absurdo é o idêntico à laia de semelhança com a vontade parecida. completamente fodida.

o absurdo duma Bandida

boujour sans tristesse à l'exception française

Plus d'infos sur ce film

preservar o ambiente e a biodiversidade
os estudos e as palavras duma criança



"A diminuição da biodiversidade pode reduzir para metade os recursos das populações mais pobres do mundo. Esta é a mais importante conclusão do estudo que foi tornado público na conferência do Bona, e que também prevê uma descida de sete por cento no PIB mundial até 2050 causado pela degradação da natureza." E continua aqui.

Investigação critica relatórios da NASA sobre alterações climáticas

"Um relatório de 48 páginas divulgado ontem com o resultado de uma investigação, pedida em 2006 por 14 senadores, sobre a informação científica prestada pela NASA sobre alterações climáticas revela que houve um padrão de distorção e sonegação de informação.

O relatório, assinado por Kevin H. Winters, denuncia um padrão sustentado de actividades, orientadas por conselheiros políticos, que incluíram a não divulgação de comunicados de imprensa sobre alterações climáticas e o condicionamento das relações de um cientista, James E. Hansen, com os jornalistas.

Há dois anos, James E. Hansen e outros funcionários da NASA denunciaram o que disserem ser distorção de informação relativa às alterações climáticas.

A administração Bush recusou, em Março de 2001, ratificar o Protocolo de Quioto sobre alterações climáticas, alegando que ainda não existia um consenso mundial sobre a evidência científica do fenómeno." Ver mais por aqui.

É só mais uma confirmação das políticas de desinformação da administração Bush... para não ir mais longe!



31.5.08

semi-frio de cerejas para as futuras gerações de desempregados


"Agora que se fala cada vez mais a questão do aquecimento global, os representantes dos cinco países com fronteiras em torno do oceano Ártico encontraram-se para debater. E debater sobre o quê? muito simplesmente como dividir o apetecido bolo das matérias primas e energéticas que o recuo do gelo vai pôr ao alcance do homem.
Anunciam-se potências fabulosas: 1/4 das reservas mundiais de petróleo escontar-se-iam sob o polo, minerais, gás e pedras preciosas... e, cereja sobre o tal bolo, o degelo abriria a famosa "passagem do norte" que permitiria reduzir, consideravalmente, as distâncias de navegação entre a Europa e Extremo Oriente.
Claro que toda aquela gente fala em preservar o meio ambiente, mas tendo em conta os apetites vorazes das economias americanas e russas, para não ir mais longe, entregues à prática dum capitalismo altamente agressivo, só podemos ficar na defensiva ao imaginar que, afinal , o aquecimento global é um bom preságio para mais ganhos em perspectiva... O aquecimento global está a revelar-se a ocasião do século para os especuladores!"
Até se me gela o sangue, só de pensar nisto!

a sociedade contra o estado e o capital



Sem bancos nem auto-estradas...e nem partidos políticos! Para saber mais aqui.

Faz-me lembrar um livro de etnologia que li há alguns anos "la société contre l'état" de Pierre Clastres, e dos alguns cursos seus a que assisti antes de ter tido conhecimento que tinha sido vítima dum estrano acidente de automóvel, um etnólogo que viveu durante muitos anos na Amazónia e no seio de tribos muito parecidas com esta.

"Não se trata simplesmente de afirmar que o chefe indígena não detém o poder, pois, para o autor, a sociedade indígena (ou "primitiva", como ele prefere chamar de modo algo antiquado e que hoje poderia soar como "antropologicamente incorrecto") não é estranha ao poder. O chefe não detém o poder porque é impedido pela própria sociedade, essa sim a detentora de um certo poder, que não consegue, no entanto, constituir-se como esfera política separada - ou seja, como Estado. O poder ali permanece difuso." Vindo daqui.

Só sei que EKO em tupi-guarani quer dizer vida e é só o que desejo, de longe, a estes representantes das nossas origens.


26.5.08

la palme d'or à cannes "entre les murs" de l'école


um prémio inesperado e unânime para esta palma de ouro

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