23.3.08

revelation for piano

Michael Harrison, um protegido de La Monte Young e de Pandit Pran Nath, durante uma apresentação de "revelation" gravado fim 2007 em Nova Iorque.

Mais detalhes no site de Michael Harrison.

21.3.08

desde a arrumação do caos à confusão da harmonia, todo o tempo é de poesia






do quem conta um conto

as novas tecnologias e oportunidades...

Depois de oferecer às criancinhas um computador e uma televisão para verem no quarto sem chatiar os adultos, é a vez de oferecer um lança bolas automático ao lulu para ele se divertir enquanto trabalhamos... coitadinhos, o dia todo sozinhos!

19.3.08

um desfile de moda para o dia do pai

Há já alguns meses, por acaso, estive a ver as fotografias dum desfile de moda para homem em Milão e fiquei muito admirada com a imagem com que ilustro este postal, por um lado, por ver os manequins usar chapéus que se usaram nos anos 40 e 50, e 60 entre nós, por outro lado, porque ainda conheci o meu pai com a aparência do manequim da imagem com quem se parece de forma surpreendente, louro de pele muito branca e de olhos claros, até a covinha do queixo e as orelhas, e que durante muito tempo vi vestido de forma muito parecida em tons de cinzento azulado.
Guardei a imagem, pela estranha impressão que me deixou, e hoje lembrei-me dela para recordar o meu pai, que já não está entre nós há alguns anos e a quem não posso desejar um dia feliz.

cinco anos de uma guerra que esconde outras

manifestação, em Washington, de veteranos contra da guerra do Iraque
slideshow de imagens de cinco anos de guerra aqui.
Os números de vítimas da guerra no Iraque estabelecido por voluntários independentes em que admitem que as vítimas iraquianas estão subestimadas aqui.
Durante estes cinco anos de guerra dos Estados Unidos, com o apoio de alguns países ocidentais, contra o Iraque, o mundo quase esqueceu que outra guerra continuava a decorrer no Afganistão onde, tropas de vários países têm registado algumas vítimas, sem que se dê o devido relevo. O prolongamento do conflito no Afganistão tornou-se numa guerra esquecida ou escamoteada para os cidadãos dos países que nela participam:

15.3.08

para grandes males grandes remédios...


A todas as meninas desempregadas, com vínculos precários de trabalho ou sobrevivendo graças ao rendimento mínimo como com o nosso mínimo salário, aqui fica o conselho dum homem que muito percebe do assunto...

Para os meninos o conselho seria o mesmo, se não houvesse tão poucas mulheres milionárias ou pelo menos ganhando os salários milionários dos dirigentes de empresas públicas e privadas deste e de outros países... lutem ao menos pela discriminação positiva, podem ainda ganhar alguma coisa com isso.

11.3.08

livros e leituras

Ecos do Salão do Livro de Paris (14-19 de março) com 500 m2 dedicados à leitura e aos novos suportes numéricos:

O livro digital começa a coexistir pacificamente com o ainda bem sucedido livro de papel que atingiu, em França, um recorde de edição e venda de novidades, no ano de 2007, garantindo a subrevivência da edição clássica. São as gerações mais novas, as menos reticentes à utilização do livro electrónico.

Na imagem, o "kindle", o leitor digital lançado pela Amazon no fim do ano passado, um dos vários, três ou quatro, já existentes no mercado e que tem as dimensões dum livro de bolso que, apesar do elevado preço de lançamento, incluía alguns serviços, foi já um sucesso de vendas.

Não tenho qualquer reserva em relação à utilização de tais aparelhos, e, se o preço fosse mais abordável, talvez acabasse por adoptar um. Devo dizer, no entanto, que preferiria ter um computador suficientemente portátil, autónomo e polivalente, para não ter de ter várias maquinetas. Começo, desde há algum tempo, a ver o livro papel como um objecto de prazer, visual e táctil, a que só corresponde o livro como objecto de arte, e penso que é nesse domínio que vejo a sobrevivência, a longo prazo, das edições papel. É-me indiferente ler um livro de bolso com tiragens de papel de má qualidade ou um e-book, embora lamente que poucas obras, no nosso país, tenham uma dessas tiragens, apenas permitindo a sua difusão junto de classes mais favorecidas, no entanto, não fico indifrente a uma edição especial e ilustrada de qualquer obra.

10.3.08

os 365 dias na vida das mulheres...
ou a evidente ilusão da igualdade!

Perguntava a Cristina, no Contra Capa (desta vez não há link para o post, porque não tem título, é procurar no dia 8 de março), no seu postal dedicado ao dia internacional da mulher, o que já tinham feito os seu comentadores para contribuirem para a igualdade entre mulheres e homens... eu, que não fiz postal nesse dia sobre o assunto disse-lhe que ia fazendo textos ao longo do ano e que tinha educado o meu filho para a efectiva igualdade de direitos e deveres entre os dois sexos.
Mas embora, muita gente continue a não querer ver a realidade, por ignorância ou má fé, os números, valendo o que possam valer, obrigam-nos a uma leitura mais fina do que se vai passando, camuflado, nas nossas sociedades. Fui lendo por aí, no dia 8, que a violência doméstica nos nossos países ocidentais tem uma taxa bastante elevada e que é tão frequente nos Estados Unidos como em Espanha, e, que as diferenças de salários entre homens e mulheres, para um posto de trabalho e formação idênticos, são ainda suficientemente significativos para serem preocupantes, assim como a distribuição de empregos precários ou a tempo parcial em que as mulheres são maioritárias.
A vida das mulheres portuguesas comparada com a das inglesas: "As operárias portuguesas sofrem de níveis mais elevados de stresse por, globalmente, trabalharem no emprego e em casa 67 horas por semana, contra 50 horas na Inglaterra. No que diz respeito aos afazeres domésticos, as portuguesas que vivem em conjugalidade despendem 22 horas por semana, contra as 11 horas das britânicas. O stresse familiar é tanto maior quanto maior a família e as mulheres são quem mais padece desse problema, sobretudo no emprego. Nos casais em que ambos os cônjuges trabalham, as mulheres gastam 17% do seu tempo com tarefas em casa, contra os 7% despendidos pelos homens."

Depois, as flores do dia internacional da mulher, para esconder a desigualdade de tramento, no lar doce lar e na sociedade em geral: "A violência contra as mulheres ganhou visibilidade nos media nas últimas décadas, sobretudo nos casos extremos como o homicídio, mas existe "uma violência endémica" grave que continua na obscuridade.

A análise é de Rita Basílio de Simões, que lança hoje em livro a dissertação de mestrado em Comunicação e Jornalismo "A Violência contra as Mulheres nos Media Lutas de Género no Discurso das Notícias (1975-2002)". De acordo com esta investigadora da Universidade de Coimbra, a violência "endémica contínua" inclui os maus tratos psicológicos e "fica completamente na obscuridade, apesar de causar milhares de vítimas".

"Verifica-se ainda "uma certa tendência para desresponsabilizar o agressor" nas notícias analisadas. Na perspectiva de Rita Basílio de Simões, é importante a diversificação das fontes de informação. A eleição de formatos jornalísticos mais interpretativos e o recurso a vozes alternativas, nomeadamente de mulheres subreviventes, são outras das medidas preconizadas pela autora."
não é preciso ir muito longe para apurar estas coisas, visto no jn...

4.3.08

a condição humana

Há muito que a nossa pequenina realidade me sufoca. Já nem tenho paciência para andar a ler o que os blogues contam sobre as tricas políticas quanto mais os médias. Pausa para decantar, depois de tanto disparate de todos os quadrantes políticos e de todas as classes que ainda dominam este país, e que não querem perder os previlégios que os dominados lhes têm concedido apesar de ignorados e desprezados.

Aqui fica o testemunho de Sebastião Salgado sobre a condição de muitos humanos e a sua esperança um pouco vaga sobre os próximos caminhos que a Humanidade terá de percorrer.

Até breve! Vou ver as coisas mais de perto e voltarei com outros temas. Tenho um poste prometido sobre Luis de Miranda e estou à espera dum livro dele que encomendei e vou dar resposta aos desafios que me foram feitos pela Gi dos Pequenos Nadas e pela Maria do Divas e Contrabaixos para fazer um texto com, pelo menos 12, palavras eleitas.

28.2.08

dois anos de existência virtual

Estive desde domingo à noite sem acesso à web, desta vez foi o adaptador à rede que não aguentou o excesso de peso e tive de ir comprar outro para o substituir. Só hoje pude restabelecer a ligação. Ainda vou a tempo para festejar os dois anos desta estranha forma de vida e agradeço ao Armando Rocheteau, do 2+2=5, a simpatia de nos desejar um feliz aniversário.
Como já algum tempo mo pediam e que andava com vontade de dar umas vassouradas no e-konoklasta... lá foi uma série de tralha borda fora! Pronto, já deve estar mais leve!... já não precisa que o diabo o carregue!!!

19.2.08

memória da Shoa à força

Depois a proposta, de dever de memória, extensível a todas as crianças dos primeiros anos escolares, do presidente Sarkozy, alguns intelectuais dizem-nos o que pensam:
"Et puis surtout, surtout, monsieur le président, avec votre projet vous demandez aux enseignants d'entraîner les enfants d'aujourd'hui dans le malheur des enfants juifs du passé. Bien sûr, il faut parler de la Shoah, mais pas n'importe comment. Il faut donner la parole à Anne Frank, à Primo Levi, aux historiens, aux philosophes, aux témoins, à ceux que le malheur a embarqués dans la rage de comprendre. Notre dignité, c'est de faire quelque chose de la blessure passée, ne pas nous y soumettre et surtout ne pas entraîner d'autres enfants dans la souffrance." Boris Cyrulnyk no le monde

Aproveitando a ocasião relembremos o que se passou com os ciganos:


Comme les Juifs, les Tsiganes ont été victimes de l’idéologie nazie, politique de la race afin de régénérer le sang allemand, et politique de l’espace pour la création d’une grande Allemagne débarrassée des éléments impurs, étrangers, inférieurs. L’élimination des Tsiganes aura d’autant mieux été acceptée, que la mise à l’index était ancienne.
Aucune voix ne s’élève pour défendre la cause des Tsiganes discriminés, stérilisés, persécutés, spoliés, exterminés. Nulle mémoire, nulle indemnité, nulle commémoration. Rien. Le vide absolu. Ostracisme complet. No média cidadão Agoravox.

13.2.08

ma plus belle histoire d'amour c'est vous...
uma mensagem de São Valentim

Ao e-konoklasta e ao Vicentinas de Braganza, trago as bárbaras palavras da águia negra da canção francesa e a sua declaração dum amor, muito particular, que se dirigia ao seu público e que é, para mim, uma das mais belas canções de amor que conheço.

Hoje, ao passar da meia noite, a nossa charanga, a dali da margem esquerda, que vou preenchendo quando posso, com o que posso, e com o que vou enviando ou encontrando no imeem, deve ultrapassar as 100.000 escutas e só aqui ficou definitivamente depois de terem passado algumas charangas temáticas (cinema, rock, canções de amor, canções de revolta).

Portanto, 100.000 escutas atingidas, mais de 366 faixas de CDs de música de todos os géneros e mais de 40 horas de música ininterrupta. Se isto não é amor então o que será? Não é o rendimento mínimo que paga tudo isto e ainda menos os salários obscenos dos nossos dirigentes de empresas públicas que não recebo mas que também vou pagando. Aqui vai a Bárbara, com uma das suas intrepretações únicas e a sua mais bela história de amor:



Aqui podem ver mais, em pormenor, e fazer avançar ou recuar os títulos da charanga da rádio vicentinas. Se, porventura, alguém tem música interessante para continuar a alimentar esta rádio sem notícias nem publicidade, vou criar um grupo no imeem que se vai intitular "Vicentinas" onde poderão inscrever-se e enviar as vossas músicas. Só vos peço que digam coisas, de preferência simpáticas, na caixa de comentários. É o mínimo que vos peço. Não é pedir demais, pois não?

12.2.08

Justiça, democracia, batotas e fetos humanos...

Depois de duas semanas sem acesso à net por incompetência dos operadores, quando prevendo isso tomei algumas precauções mas nem assim... pensava que mudava de burro para cavalo e só mudei de burro para burro, só com a vantagem de pagar alguns euros a menos. Já é alguma coisa. Já dá para o aumento das aveias!... Pois, agora, foi a vez do google me negar a entrada na conta, sem poder fazer login, porque musei o endereço electrónico e lá fiquei cerca de 48 horas sem poder postar e até comentar.

Durante este tempo, entre outras coisas, vi o prós e contras, que desta vez não foi só o habitual prós e prós, de ontem, com que me deleitei nos momentos das intervenções de Manuel Espanha e de um outro interveniente de que não me lembro do nome e que abordou a questão da corrupção referente às operações urbanísticas de norte a sul deste jardim à beira mar plantado... Bem hajam por terem dito o que disseram sobre o estado das artes da Justiça desta democracia. Mais dois que vêm fazer coro com o bastonário Marinho Pinto e dizer o que muitos já viram mas que muitos, em particular as profissões ligadas ao jurídico, os políticos e as profissões ligadas à construção. O rei está nu olhem-no frontalmente!

Também muito me ri, ao ter conhecimento de que Nicolas Sarkozy está mais preocupado com os SMS que vai recebendo ao longo dos dias do que com suas obrigações de presidente. Ao que parece, o seu último e badalado casamento, corre o risco de ser anulado, por se ter realizado à porta fechada no Eliseu e que para ser viabilizado teria de ter sido celebrado de portas abertas ao público. Estou muito preocupada!...

Depois, todas as clamidades do costume, guerras, julgamentos sumários em Guantanamo, inundações que dejalojam os mais ricos do planeta, sida e fome no mundo e em especial no continente mais rico, enquanto se gastam rios de dinheiro nas campanhas eleitorais do país mais pobre do planeta e se fala muito dum Obama, como se, na hora da verdade, os americanos fossem capazes de permitir a chegada à Casa Branca a um democrata cor de chocolate, mesmo se o chocolate tem muito leite... Eu quero enganar-me, mas não acredito que isso venha a acontecer. A ver vamos, como se vão passar as batotas, já habituais, de última hora, que permitiram dois mandatos a George Bush.

E, neste momento de balanço pelo aniversário da despenalização do aborto, a minha atenção diriguiu-se para decisões de justiça e jurisprudências, relativamente ao estatuto jurídico do feto e aos problemas éticos bem complexos associados de, como por exemplo, a partir de quando poderemos considerar que o feto (humano) é, plenamente, um humano, uma pessoa?

10.2.08

a presença extravagante do mundo ou o fim do real



Já tinha visto este vídeo duas vezes, uma no canal franco/alemão Arte, já alguns anos, e depois no youtube, por acaso, por indicação dum artigo no média cidadão Agoravox. Voltei a encontrá-lo esta manhã no blog da Ana Paula e, de repente, relembrei a ideia dum post que não concretizei na altura, sobre como esta reflexão em torno da imagem e do excesso de imagens que nos rodeia, a propósito do trabalho fotográfico de Jean Baudrillard, sociólogo e pensador francês, que tanto escreveu sobre as simulações do real das nossas sociedades hiper mediatizadas.

É neste mundo de imoderação mediática onde a simulação do real no desfile incessante de imagens, em que tudo vale tudo e que tudo nada vale, que sinto a necessidade de me reapropriar do real pela criação de imagens retrabalhadas, recortadas ou moídas, assim como nas experiências de desordem de palavras e de sons, que podem ver no IMAGO e no KALEIDIKON. Uma forma de recriar o real, tão velha como a humanidade, que experimentam todos os artistas nas artes visuais, na literatura, na música e que as novas tecnologias com o acesso à web, dispondo de blogs e de alguns instrumentos para a realização numérica, podem sem pretensões de forma mais ou menos lúdica , mesmo sem uma grande audiência, transmitir, como um reflexo pessoal desse tão simulado real e onde a simulação se erige em verdade extasiante.

Fiz ontem uma descoberta que vai ser objecto do próximo post e tem a ver, um pouco, com o que acabei de contar: CRIAL e CRIALISMO para traduzir o que Luis de Miranda nomeia "CRÉEL" e "CRÉALISME"

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