27.11.07

crescer no Iraque


Só por isto, não só o Borroso merece o prémio Nobel da Paz, mas o Aznar, o Blair e sobretudo o Bush, também devem recebê-lo... também eles foram enganados!... Não acham ?

A ver aqui a galeria de imagens de onde vieram estas.Vejam tudo até ao fim.

26.11.07

os fundos vorazes das "private equities"
ou os custos sociais da especulação

Para compreender o que se passa na economia mundial:
"Os nomes destes titãs – The Carlyle Group, Kohlberg Kravis Roberts & Co (KKR), The Blackstone Group, Colony Capital, Apollo Management, Starwood Capital Group, Texas Pacific Group, Wendel, Eurazeo, etc. – continuam a ser pouco conhecidos do grande público. E graças a esta discrição estão a apoderar-se da economia mundial. Em quatro anos, de 2002 a 2006, o montante dos capitais obtidos por estes fundos de investimento, que colectam o dinheiro dos bancos, dos seguros, dos fundos de pensões, e os haveres de riquíssimos particulares, passou de 94 mil milhões de euros para 358 mil milhões…"
"Ao mesmo tempo que pessoalmente ganham fortunas demenciais, os dirigentes destes fundos praticam doravante, sem sentimentalismos, os quatro grandes princípios da «racionalização» de empresas: reduzir o emprego, comprimir os salários, aumentar os ritmos de produção e deslocalizar. São nisso estimulados pelas autoridades públicas, as quais, como em França hoje em dia, sonham «modernizar» o aparelho de produção. E fazem-no em detrimento e para desespero dos sindicatos, que denunciam vigorosamente o pesadelo e o fim do contrato social. Havia quem pensasse que com a globalização o capitalismo estaria por fim saciado. Vê-se porém agora que a sua voracidade não tem limites. Até quando?" Para ler aqui.
E ainda relacionado, mas sobre o que se viu surgir dos USA, a tempestade dos mercados financeiros que alastrou por toda a economia mundial:
"Que bela figura têm agora os heróis da finança! Modernos e arrogantes quando os mercados estavam em alta, ei-los agora, como o juiz da canção de Georges Brassens perante o gorila, «a gritar pela mãe, choramingando muito», atirando-se para o seio da «Mamã estatal» que execram quando a fortuna os leva a abrir todas as comportas da regurgitação ideológica. Bem entendido, o banco central a quem rogam que os livre do malogro baixando as suas taxas para restaurar a liquidez geral não é o próprio Estado, mas esse banco é o pólo público, o extra-mercado, abominado quando os lucros correm abundantes, suplicado quando está mau tempo." Para ler aqui.

a Europa questiona-se sobre os OGM

Vários Estados Membros da UE pedem a revisão dos procedimentos de autorização dos OGM, que actualmente conduzem a um semáforo aberto na maioria dos casos.

Para ler no le monde e no de rerum natura o post e os comentários. E a Rita (bióloga) diz isto no fim de um seu comentário e com que estou de acordo:
"De qualquer maneira, enquanto o preconceito contra os "ambientalistas" não vos passar, duvido que estejam em posição de formar uma opinião sobre o assunto. O mal é vosso. Se só sabem ver as coisas tipo ambientalista/cientista, ou esquerda/direita, eu acho que há gente nesses grupos todos que se preocupa com a sua saúde e com não dar cabo do ambiente. Acham que não há estudos e cientistas que se manifestam abertamente contra os OGM? Wake up and smell the pollen. Mas cuidado que pode ser GM e já houve gente nas Filipinas a ficar doente nos campos de milho Bt. Procurem, em vez de serem, como todo o bom português, treinadores de sofá."
Aqui outros posts sobre o mesmo tema, podem constatar que os vídeos da conferência de Christian Vélot desapareceram e informo-vos que está a ser alvo de certas formas de perseguição a nível profissionnel com alguns problemas na recondução de contratos e fundos para o laboratório onde trabalha, para ler aqui e aqui.

25.11.07

preocupante e intolerável



Trexos da entrevista do Inspector Geral das polícias ao Expresso:

"...tenho procurado fazer a gestão da pedagogia das boas práticas policiais por dentro, assinalando às instituições aquilo que penso serem essas boas práticas.

E que boas práticas se refere?
Um exemplo que me preocupa muito, e que vem das inspecções sem aviso prévio que temos feito, é no atendimento ao cidadão. Há por aí muita impertinência, muita intolerância, muita impaciência da parte da polícia. O que significa incompetência. E isso cria no cidadão uma representação da polícia que se calhar não tem a ver com a substância da intervenção policial. Acho isto intolerável. E ainda mais intolerável é a atitude das chefias, de alguma tolerância face a estes comportamentos."

Acha que as polícias têm formação suficiente em matérias de direitos fundamentais dos cidadãos? Acho que não. Acho que há carências absurdas. Nem na GNR, nem na PSP. Nesta última, há poucos dias, um dos inspectores da IGAI que andava no terreno, constatou em duas ou três ocasiões que agentes recém-formados não faziam a menor ideia o que era a IGAI nem a razão da sua existência. Confundiam a IGAI com a ASAE. Isto é preocupante e intolerável. A IGAI é um referencial na defesa de direitos humanos relativamente às polícias e na relação das polícias com o cidadão. Dei nota desta minha apreensão ao Director Nacional da PSP. Acho esta situação absurda.

Quais são as suas prioridades para 2008?
O plano de actividades está em construção. Estamos a ouvir as várias forças. Quero ainda investir na formação e fazer uma coisa que nunca se fez: uma reflexão sobre os 10 anos da IGAI. Sobre como podemos evoluir. De resto, manter as inspecções sem aviso prévio, mas dirigindo-as mais para as relações com o cidadão no dia-a-dia e para as condições de serviço. Ninguém consegue em condições execráveis, como no Lagarteiro, ter uma relação fluida com o cidadão. O investimento nas condições de trabalho é essencial."

Situação intolerável e preocupante que já tive ocasião de constatar e talvez, dentro de algum tempo, vos conte uma aventura minha kafkiana com três agentes da PSP das Urgências do Hospital de S. José... aida hoje não acredito que tal me tenha acontecido!

mais zero de conduta: "o telelixo mata"



Foi a um desses programas de televisão de telerealidade - mais propriamente de telelixo - pensando ir encontrar-se com alguém que desconhecia, sai-lhe o ex-namorado que tinha deixado por maus tratos, mas de que não fala durante a emissão, e recusa o seu pedido de casamento. Uma semana depois estava morta.

A ler em mais pormenor no zero de conduta:

"A violência doméstica é um dos principais temas em Espanha. Só este ano, já foram assassinadas 69 mulheres pelos seus maridos ou companheiros. Mas, se em Espanha o assunto é discutido e merece ampla cobertura mediática, o que dizer do nosso país onde, com uma população quatro vezes menor, só no ano passado foram mortas 39 mulheres. Os portugueses só acreditam que Portugal é um país de brandos costumes porque não discutem e não questionam os seus costumes."

A este problema vem juntar-se outro de que Clemente Lima, Inspector Geral das polícias, fala na sua entrevista ao Expresso, o da ineficácia, incompetência e falta de formação das nossas polícias. E essa incompetência ou arrogância não se manifesta apenas em casos de perseguições e tiroteios...

24.11.07

"serait-ce la mort" ou l'étreinte ?



todos os vídeos sobre Maurice Béjard no YouTube

23.11.07

abruptamente falando estou-me nas tintas para o Pacheco
mas já me ri com esta campanha...

Encontrei isto no Zero de Conduta:

"Pacheco Pereira está indignado. Parece que há «falsos blogues pornográficos» (ainda se fossem verdadeiros) que aparecem à frente do Abrupto em rankings falsificados, e que se montou uma cabala para «evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares». Pior,é «prática deliberada de muitos blogues» «fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto». Cientes da enorme injustiça e clima de perseguição, o Arrastão e o Zero de Conduta avançam com uma campanha na Blogosfera. No dia 23 de Novembro vamos todos linkar para Pacheco Pereira. Vamos todos ajudar o Abrupto. Associa-te a esta campanha."

Caramba, que quer o Pacheco ? já não lhechega o público e a quadratura das bestas, para alimentar o seu ego, ainda teríamos de lá ir ler os seus pontos de vista retorcidos, bem escritos, mas retorcidos... e ver aquelas fotografias sem interesse nenhum! que diabo, não é preciso comprar e aprender a utilizar o photoshop para refrescar o look do abrupto... se não fosse um velho contencioso, que ainda me está atravessado aqui na garganta... alembram-se... há ano e meio, a polémica com os anónimos e os nicks ? é... eu fazia parte do bando ! até fazia era uma campanha para lhe fazer um lifting ao blog, como naquela emissão da TVI... "doutor preciso de ajuda"!

22.11.07

cála-te!

Hugo Chávez
por IGNACIO RAMONET no Le Monde Diplomatique

Poucos governantes, em todo o mundo, são alvo de campanhas de demolição tão odiosas como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Os seus inimigos têm recorrido a tudo: golpe de Estado, greve petrolífera, fuga de capitais, tentativas de atentados... Desde os ataques lançados por Washington contra Fidel Castro não se via na América Latina uma tal obstinação. São difundidas contra Chávez as calúnias mais miseráveis, concebidas pelas novas oficinas de propaganda National Endowment for Democracy (NED), Freedom House, etc. financiadas pela administração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Esta máquina de difamação, que dispõe de ilimitados recursos financeiros, manipula os transmissores mediáticos (inclusive jornais de referência) e organizações de defesa dos direitos humanos, que por seu turno se alistam ao serviço de tenebrosos desígnios. Acontecendo também, ruína do socialismo, que uma parte da esquerda social-democrata junte a sua voz a este coro de difamadores.

Porquê tanto ódio? Porque na altura em que a social-democracia está a passar na Europa por uma crise de identidade, as circunstâncias históricas parecem ter atribuído a Hugo Chávez a responsabilidade de assumir, à escala internacional, a reinvenção da esquerda. Ao mesmo tempo que no Velho Continente a construção europeia teve como efeito tornar praticamente impossível qualquer alternativa ao neoliberalismo, inspiradas no exemplo venezuelano sucedem-se no Brasil, na Argentina, na Bolívia e no Equador experiências que mantêm viva a esperança de realizar a emancipação dos mais humildes.

A este respeito, o balanço de Chávez é espectacular, sendo compreensível que em dezenas de países pobres ele se tenha tornado uma referência obrigatória. Pois não reconstruiu ele, respeitando escrupulosamente a democracia e todas as liberdades [1], a nação venezuelana com novas bases, legitimadas por uma nova Constituição que garante a implicação popular na transformação social? Não devolveu ele a dignidade de cidadãos a cerca de cinco milhões de marginalizados (entre os quais as populações indígenas) que não tinham documentos de identidade? Não assumiu ele a empresa pública Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA)? Não desprivatizou ele e entregou ao serviço público a principal empresa de telecomunicações do país, bem como a empresa de electricidade de Caracas? Não nacionalizou ele os campos petrolíferos do Orenoco? Em suma, não dedicou ele uma parte dos rendimentos do petróleo à aquisição de uma autonomia efectiva perante as instituições financeiras internacionais e uma outra parte ao financiamento de programas sociais?

Foram distribuídos aos camponeses três milhões de hectares de terras. Milhões de adultos e crianças foram alfabetizados. Milhares de centros médicos foram instalados nos bairros populares. Foram operadas gratuitamente dezenas de milhares de pessoas sem recursos que sofriam de doenças da vista. Os produtos alimentícios de base são subvencionados e propostos às pessoas mais desfavorecidas a preços 42 por cento inferiores aos do mercado. A duração semanal do trabalho passou de 44 para 36 horas, ao mesmo tempo que o salário mínimo subiu para 204 euros por mês (o mais alto da América Latina a seguir à Costa Rica).

Resultados de todas estas medidas: entre 1999 e 2005 a pobreza diminuiu de 42,8 por cento para 33,9 por cento [2], ao mesmo tempo que a população que vive da economia informal caiu de 53 por cento para 40 por cento. Estes recuos da pobreza permitiram apoiar muito o crescimento, que nos três últimos anos foi, em média, de 12 por cento, situando-se entre os mais elevados do mundo, estimulado também por um consumo que aumentou 18 por cento por ano [3].

Perante tais resultados, sem falar dos alcançados na política internacional, será de espantar que o presidente Hugo Chávez se tenha tornado para os dono do mundo e seus fiéis acólitos um homem a abater?

quarta-feira 8 de Agosto de 2007 (da edição em português)

Para quem não saiba o que realmente se passou e que motivou as críticas que levaram ao incidente diplomático, por causa da já famosa intervenção do rei de Espanha:
"Le coup d'État de Carmona (2002)
Le 11 avril 2002, une gigantesque manifestation de l'opposition se dirige vers le palais présidentiel de Miraflores. Au niveau du pont « Llaguno », sur lequel sont rassemblés de nombreux partisans d'Hugo Chávez, des francs-tireurs postés sur les édifices alentour ouvrent le feu sur la foule. Dans la soirée, un groupe de militaires, par la voix du général Lucas Rincon, demande à Hugo Chávez de démissionner, mais il refuse. Hugo Chávez est arrêté et un nouveau gouvernement autoproclamé est mis en place. Pedro Carmona, président de la chambre de commerce du Venezuela, en prend la tête. Il a été reçu, quelque temps auparavant, à la Maison Blanche et par le Premier ministre espagnol, José Maria Aznar. Madrid et Washington reconnaissent le nouveau gouvernement." (daqui)

dos brandos costumes em países democráticos...
um "taser" que mata em directo


No Canadá um homem é electrocutado por um "taser" dos polícias da Polícia Real do Canadá.

Robert Dziekanski, um polaco de 40 anos, morre em directo nas imagens registadas neste vídeo amador, depois de ter sido atingido por duas descargas eléctricas no aeroporto de Vancouver, no mês passado. Dia 14 de novembro, o advogado da mãe da vítima entregou este vídeo aos médias, para que se saiba publicamente o que se passou e para que todos constatem os métodos brutais da polícia canadiana.

Ao que se sabe, o emigrante polaco que era esperado pela mãe depois de se desorientar e perder no aeroporto, não estava sob o efeito de álcool ou de drogas.

Estas armas foram adoptadas nos Estados Unidos e no Canadá e a França já as teve à experiência.

O que é "taser" aqui. Fiquemos atentos, as boas coisas acabam para chegar a todo o lado.

os números da sida no mundo em 2007

Depois desta útil discussão, no contra capa, sobre um acordão que gerou alguma polémica entre nós, aqui vão os números da sida no mundo, fonte da onusida de novembro de 2007.

21.11.07

Chaves, mentiras e democracia...

Grandes as agitações blogosféricas e mediáticas a registar, com a visita de Chaves a Portugal e com o vídeo hilariante da explosiva deputada chavista que combateu uma calúnia com uma peixeirada... Sobre a ética do governo de Sócrates em "diplomaticamente" negociar a segurança de 600 mil portugueses radicados na Venuzuela e alguns barris de petróleo para a Galp e para os portugueses que ainda o puderem comprar.

Quero ver o que esses mesmos vão dizer, se por aqui for abordado nos médias, dos golpes baixos e das mentiras que Bush (até o cherne diz que foi enganado, ingénuo...) no caso de Valerie Plame... é que já há quem o afirme!
O poder sobe à cabeça de muita gente!

os livros de que gosto... poesia visual

20.11.07

será que a ameaça é séria ?


Amazon acabou de lançar este "leitor" electrónico de livros com o nome de "kindle" (acender, brilhar, irradiar). Mais detalhes aqui e aqui.
Mais um aparelho com acesso à net, depois dos PC e télélés... Não me importo nada de ler textos longos no PC portátil, mas este gadget não só é caro, o serviço não é dado, e, questão ergonomia e design, não me convence, parece uma calculadora de farmácia de hospital.
Seja como for, as editoras que se cuidem, porque as ameaças ao livro papel hão-de acabar pour convencer muita gente, com uns melhoramentos e uns preços mais simpáticos... sinceramente, entre edições mal impressas - livros do Brasil e edições Europa América, para não citar outras editoras - e esta forma de ter à disposição mais de 10 000 títulos, à mão, e 200 na memória do "irradiante" seria uma boa opção para mim. Livros... livros, só as edições especiais ilustradas. Estou farta de andar de biblioteca às costas quando mudo de casa...

19.11.07

fractais a geometria do caos
egos e outros efeitos borboleta



Tenho uma cultura matemática limitada, mas os fractais exerceram sobre mim um fascínio suficiente para me levar a procurar compreender as novas geometrias que descrevem realidades complexas impossíveis de representar pela geometria euclidiana e vou, honestamente, apenas copiar/colar alguns parágrafos, de vários artigos em português da wikipédia, sendo em si uma colagem, com alguma coerência, espero, para tentar explicar o que afinal apenas conheço superficialmente e que é como um complemento a um post do postscriptum sobre a geometria como representação e intrepretação do mundo que apenas se limitou à geometria clássica.

Comecei a manipular e torcer as minhas imagens digitais, quando pude aceder à Internet e procurar descarregar softwere, já alguns anos, com programas informáticos específicos. Há vários mas prefiro o Fractal Explorer com que realizei as imagens que ilustram este post, antes de dominar a categoria dos de tratamento de imagens tipo photoshop ou corel. Há na "teia" um número infinito de galerias de imagens com fractais, algumas com grande qualidade estética. Gosto bastante dos trabalhos de Janet Parke.

Das imagens passei à tentativa de compreender o que esta nova geometria e matemática poderiam explicar-me sobre a natureza, o universo, o caos e o infinito:


Fractais (do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometria não-Euclidiana.

A geometria fractal é o ramo da matemática que estuda as propriedades e comportamento dos fractais. Descreve muitas situações que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica, e foram aplicadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador. As raízes conceituais dos fractais remontam a tentativas de medir o tamanho de objetos para os quais as definições tradicionais baseadas na geometria euclidiana falham.

Durante séculos, os objetos e os conceitos da filosofia e da geometria euclidiana foram considerados como os que melhor descreviam o mundo em que vivemos. A descoberta de geometrias não-euclidianas introduziu novos objetos que representam certos fenómenos do Universo, tal como se passou com os fractais. Assim, considera-se hoje que tais objetos retratam formas e fenómenos da Natureza.

A ideia dos fractais teve a sua origem no trabalho de alguns cientistas entre 1857 e 1913. Esse trabalho deu a conhecer alguns objetos, catalogados como "demónios", que se supunha não terem grande valor científico.

Esta ciência só conseguiu desenvolver-se plenamente a partir da década de 60, com o auxílio da computação. Um dos pioneiros a usar esta técnica foi Benoît Mandelbrot, um matemático que já estudava tais figuras. Mandelbrot foi responsável por criar o termo fractal, e responsável pela descoberta de um dos fractais mais conhecidos, o conjunto de Mandelbrot. (1974)
"O bater de asas de uma borboleta num determinado canto do mundo pode causar um tufão do outro lado dele."

A Teoria do Caos para a física e a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser "instáveis" no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis. Isso significa que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma praticamente aleatória. Para entender o que isso significa, basta pegar um exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros.

Até a década de 1980, os físicos defendiam a tese de que o universo era governado por leis precisas e estáticas, portanto os eventos nele ocorridos poderiam ser previstos. Porém a teoria do caos mostrou que certos eventos universais podem ter ocorrido de modo aleatório.

Quando se estudam os mecanismos que procuram descrever a teoria do caos, os pesquisadores deparam-se com o imprevisível em todos os momentos e em todas as partes do desenvolvimento teórico.

Bons exemplos de sistemas caóticos são o crescimento de lavouras e a formação de tempestades, onde qualquer pequena alteração, direção, velocidade de ventos por exemplo, pode provocar grandes mudanças num espaço de tempo maior.

Pois, é exatamente isso que os matemáticos querem prever: o que as pessoas pensam que é acaso mas, na realidade, é um fenômeno que pode ser representado por equações. Alguns pesquisadores já conseguiram chegar a algumas equações capazes de simular o resultado de sistemas como esses, ainda assim, a maior parte desses cálculos prevê um mínimo de constância dentro do sistema, o que normalmente não ocorre na natureza.

a fita de Möbius de Escher

Douglas Hofstadter, o autor do livro GEB, que chegou a classificar G.E.B. (Gödel, Escher e Bach) como a afirmação da sua religião, caracteriza-o como uma tentativa muito pessoal de dizer como é que seres animados podem surgir da matéria inerte. O que é um ego e como pode um ego sair de uma coisa tão sem ego como um charco ou uma pedra? O que é um "eu" e porque se encontram tais coisas somente (pelo menos, até agora) em associação com "bolbos tilintantes de medo e sonho", isto é, somente em associação com uma certa espécie de massas viscosas enclausuradas em cascas protectoras endurecidas, montadas sobre pedestais móveis que vagueiam pelo mundo aos pares de andas articuladas tremendo ligeiramente!

GEB aborda estas questões construindo lentamente uma analogia que liga moléculas inanimadas a símbolos sem significado, e depois liga egos (ou "eus", ou "almas", se preferirem - seja o que for que distingue os animais da matéria inerte) a certos padrões especiais, enrolados, retorcidos e rodopiantes, providos de significado, que só ocorrem em tipos particulares de sistemas de símbolos sem significado. É destes padrões estranhos e retorcidos que tanto se ocupa o livro, porque são pouco conhecidos e apreciados, contra-intuitivos e cheios de mistério. Tais padrões estranhos e entrelaçados são chamados, ao longo do livro, "voltas estranhas" (strange loops).



"Será que o infinito real existe no universo físico? Existem infinitas estrelas? O universo tem volume infinito? O espaço cresce para sempre?"

"O conceito matemático de infinito tem alguma relação com o conceito religioso de Deus?"

Infinito Real (ou Infinito Completo) é um assunto mais complexo: será possível existir uma entidade completa e existente de tamanho infinito?

Infinito na Matemática
Em matemática, conjuntos infinitos foram primeiramente considerados por Georg Cantor, por volta de 1873. Cantor observou que conjuntos infinitos podem ter tamanhos diferentes, distinguindo entre conjuntos infinitos contáveis e incontáveis, e desenvolveu sua teoria de números cardinais baseado nesta observação. A matemática moderna aceita o infinito real. Por exemplo, as linhas e superfícies da geometria são interpretados pela matemática contemporânea como conjuntos infinitos de pontos. Certos sistemas numéricos estendidos, tais como os números surreais, incorporam os números (finitos) ordinais e os números infinitos de diferentes tamanhos.

A complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade e ao caos.

Segundo Edgar Morin (Introdução ao Pensamento Complexo, 1991:17/19): "À primeira vista, a complexidade é um tecido (complexus: o que é tecido em conjunto) de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. Na segunda abordagem, a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal. Mas então a complexidade apresenta-se com os traços inquietantes da confusão, do inextricável, da desordem, da ambigüidade, da incerteza... Daí a necessidade, para o conhecimento, de pôr ordem nos fenômenos ao rejeitar a desordem, de afastar o incerto, isto é, de selecionar os elementos de ordem e de certeza, de retirar a ambigüidade, de clarificar, de distinguir, de hierarquizar... Mas tais operações, necessárias à inteligibilidade, correm o risco de a tornar cega se eliminarem os outros caracteres do complexus; e efetivamente, como o indiquei, elas tornam-nos cegos."

Sobre a "complexidade" em francês aqui e dois vídeos dum colóquio de Cerisy em 2005, onde Edgar Morin fala da complexidade aqui e um terceiro a seguir:


Sobre a teoria da complexidade em francês aqui.

Sobre os "sistemas ou estruturas dissipativas" de Ilya Prigogine en francês aqui e em inglês aqui. E aqui um vídeo onde o já falecido prémio Nobel se exprime com um sotaque muito especial, contaminado de francês e de russo, língua de adopção e de origem.
Há ainda a questão da proporção aurea ou número de ouro, essa seqüência aparece na natureza, no comportamento da refração da luz, dos átomos, do crescimento das plantas, nas espirais das galáxias, dos marfins de elefantes, nas ondas no oceano, furacões, etc. tão apreciada por artistas e arquitetos que também merecia um post com exemplos que se encontram natureza, na arquitetura e na arte. Fica para outra vez...
A pedido do tema, de Ilya Prigogine, de Edgar Morin e sobretudo de Douglas Hofstadter:

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