20.1.07

as promessas da noite

mais uma noite de inverno
longe do pânico do norte
sem o poder das tempestades
apenas olhares gelados
da promessa do dia
a luz dos jardins espezinhados
na indiferença das cidades
e das casas vazias
t. almat

o que os Cavacos e séquito não viram na India...

nem nunca verão por cá... os sadhus, homens santos, lavarem-se de todas as impurezas no Ganges!

19.1.07

na 2, se não viram, não perderam nada... lixo, só lixo...


e depois dizem que é na blogosfera que há lixo a rodos...
Foi anteontem, na 2, que o programa "clube dos jornalistas", já tarde, abordou o Web 2.00. Com um olho e um ouvido no clube dos jornalistas da 2 e o outro olho e ouvido no Web 2.00 (de que a blogosfera é um dos aspectos) assisti a um programa sem interesse, em que muito se insistiu sobre o lixo blogosférico... constatei que consegue haver ainda mais lixo nos programas da 2.
Só não perdi o meu tempo porque estive a participar, activamente, na criação de "lixo blogosférico"... a propósito e para contrariar as opiniões de alguns convidados do programa, li na imprensa americana, que alguns bloggers americanos tinham obtido acreditções de imprensa para seguir as audiências do processo de Lewis Libby, alto responsável da Casa Branca, acusado de mentir à justiça, ex chefe de gabinete de Dick Cheney, na origem de fugas de inofrmação sobre a identidade de um agente da CIA. Libby pode vir a ser condenado a 30 anos de prisão.
Contra o que aqui se promove contra a blogosfera (que também, deva dizer-se, vive em circuito fechado, retomando o que aquele e o outro e o outro disseram) acusando-a de todos os males e vícios, para ainda a desacreditar mais, noutros países tem havido um reconhecimento crescente. Em França, com personagens políticas que concedem entrevistas a bloggers e podcasters e agora nos USA com as acreditações para este processo que terá início na próxima segunda-feira.
Ver o blogue da associação de bloggers, "Media Bloggers Association" (MBA), que informam que é a primeira vez que são concedidas acreditações deste tipo.
Por aqui, estamos ainda a muitos anos lixo de saír do nosso gueto virtual Web 2.00.

18.1.07

un régal ces bonbons!...
à consommer sans modération


Les Bonbons 1964

Je vous ai apporté des bonbons...

Paroles et musique: Jacques Brel.

15.1.07

vou esperar pelos conselhos da noite...

Hoje, segunda-feira, cinzenta, deste meio de mês, está tudo na mesma, nesta jangada perdida e no berlinde cósmico onde ela flutua à deriva.
Claro, o Cavaco está na Índia, com o séquito de chupistas que o acompanham, terá isso alguma importância ou algum impacto na economia portuguesa?
Isto, por estas paragens, continua a ser o somatório de tanta desorganização e incúria... para não falar da corrupção e do laxismo.
Foram enforcados os dois acólitos do Sadam, acabará, por isso, o caos no Iraque? Os republicanos americanos começam a distanciar-se de Bush e da sua loucura guerreira, mas não o deveriam ter feito mais cedo?
O cansaço apoderou-se de mim, neste dia de inverno. Veremos se amanhã encontrarei mais forças para resistir à apatia que me inspira este mundo feito de farsa e de faz de conta.
Hoje vou consolar-me com a beleza das imagens ou da música. Será a minha terapia!

14.1.07

13.1.07

caminhos difíceis...


Il y a

Il y a la route avec ses trous,
il y a partout cette menace immense

qu’on m’appelle, qu’on me dise mon défaut,
je m’inclinerai jusqu’à terre.
Claude Esteban
There is the road
There is the road with its pot-holes,
everywhere there is this immense menace
that they summon me, that they tell me of my flaw,
I will bow down all the way to the earth.
Claude Esteban

12.1.07

prisioneiro nº 940 em Guantanamo
projecto Amad

Adel Hamad, trabalhador humanitário num hospital do Afganistão, de origem sudanesa, é o priosioneiro nº 940 da prisão de Guantanamo, está à beira de saír do anonimato.
Um dos seus advogados, que trabalham para prisioneiros sem meios, defende a sua causa num vídeo com o título "Guantanamo desclassificado" que circula na internet, no YouTube e no site Project Amad, desde o início do ano.
Este antigo professor, trabalhava na administração dum pequeno hospital no no Afganistão. Mas vivia do outro lado da fronteira, em Peshawar, no Paquistão. Segundo o seu advogado, foi aí que foi detido, durante a noite, em Julho de 2002. Todas as pessoas que trabalharam com ele no hospital testemunham no vídeo, resultado da investigação feita para provar a sua inocência.

11.1.07

Um Estado Laico... o que faria se não fosse!...

o polvo da opus dei na Sé
Há actos que poderiam ser anódinos mas, não será o caso para a missa mandada celebrar por Paulo de Macedo, ex e talvez futuro director do Milénio BCP se não for reconduzido no cargo de manda chuva da Direcção-geral das Finanças, milionáriamente pago pelos nossos impostos. E cito:
"Visto por dentro da convicção religiosa, como é normal numa Missa de Acção de Graças, tudo se passa de acordo com os princípios e os credos próprios da Igreja Católica e ninguém que partilhe estas convicções se sente estranha ao agradecer e encomendar ao divino a sua sorte passada e sua futura fortuna. Nem tão pouco estranha que Deus tenha tanta coisa a ver com a cobrança de impostos, com a eficácia da máquina fiscal, com o cumprimento da lei de um Estado, que tanta outra gente julga ser laico.

Mas exactamente por isto ser assim, por Paulo Macedo ser católico e obviamente uma pessoa inteligente e reflectida, por ter consciência do lugar que ocupa no Estado, por saber o Estado em que vive, por saber que a DGCI nunca encomendou missas, por saber que uma missa une os católicos da DGCI mas afasta todos os outros funcionários, por saber que a despenalização do aborto está a um mês de distância, por saber que o seu salário está novamente de volta à imprensa, o facto é que Paulo Macedo tem consciência de que está a esticar a corda e não está a praticar um acto de gestão."
Excerto de um artigo de opinião de Eduardo Moura no Jornal de Negócios


E hoje no Jornal de Notícias:
"Há uns 25 anos, o meu professor de Religião e Moral levou para uma aula um conjunto de diapositivos que mostravam as consequências do aborto. Não me recordo do propósito. O objectivo era claro uma pequena lavagem ao cérebro de alunos incapazes de argumentar e de levantar a voz contra tão inusitado exercício e tão escabrosas imagens. O professor era o padre da paróquia.
Recordei o episódio quando, na semana passada, o JN noticiou que um padre de Oliveira de Azeméis se prepara para distribuir pelas paróquias que tem a seu cargo 100 mil (!) panfletos com imagens de teor idêntico, servidas por um argumentário desonesto. No mesmo dia ficou a saber-se que um sacerdote de Bragança apelará, do alto do púlpito, ao voto no "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez no dia do referendo, o que é ilegal. Antes disso, já o Papa tinha feito um delicado jogo de palavras para equiparar o aborto ao terrorismo. "
De: Paulo Ferreira

um post inteligente sobre a questão do referendo e da interrupção voluntária de gravidez...

Com a devida autorização da Cristina, aqui vai o que ela escreveu no Contra Capa:

"é inevitável
o regresso ao tema "aborto", e chegaremos ao dia do referendo sem abordar questões importantes, com toda a certeza.Pergunta o Fado Alexandrino no Braganzas, se a nova lei não será uma legalização. E escreve:
Dizem os defensores do aborto que a próxima lei não significa a liberalização do aborto.Façam então o favor de me explicar, onde é que na Lei está que uma garota de dezanove anos, uma rapariga de vinte e cinco ou uma mulher de trintas e tais não pode chegar a um hospital público e dizer, quero abortar sem dar qualquer justificação.
Porque as coisas não se passam nem se passarão assim, com essa leveza. Actualmente, com a lei em vigor, nenhuma mulher com, por exemplo, uma malformação do feto perfeitamente documentada, "pode chegar a um hospital público e dizer, quero abortar". É uma visão simplista e desfocada do que é a prática clínica. Isso não existe. Antes, terá que passar por consulta de aconselhamento e serão equacionadas as possibilidades de contornar a situação.
Se a nova lei for aprovada, e principalmente nos hospitais públicos, vai acontecer uma coisa importantíssima: vão ficar registadas as interrupções que a mulher fizer e ela será necessariamente encaminhada para consultas de planeamento, de assistência social, de psiquiatria se se justificar.. Será acompanhada e sua saúde será vigiada. As instituições privadas serão obrigadas a ter este tipo de acompanhamento também. Mais!, será possível fazer estudos e estatísticas das zonas onde as mulheres recorrem mais ao aborto, tentar perceber porquê, verificar que tipo de consultas de planeamento têm disponível e melhorar. Tudo isto só será possível se a IVG estiver devidamente registada. Só assim haverá dados concretos sobre os quais actuar e só nestas circunstâncias se poderá fazer um trabalho sério sobre uma realidade que existe qualquer que seja a lei.
Ao contrário, se o aborto continuar a ser clandestino, as mulheres poderão recorrer a ele as vezes que entenderem, sem que haja qualquer controlo ou intervenção; entende-se a diferença? Na situação actual, a mulher, pode fazer 5 ou 6 abortos por ano, que ninguém a encaminhará para uma consulta de planeamento e aconselhamento. São decisões solitárias.
Numa instituição pública é impossível! Embora a vontade seja sua, a decisão é colectiva, e isto possibilita sempre uma intervenção em sentido contrário. Entenderão as pessoas que os médicos vão realizar as IVG's que lhes pedirem sem questionar? Sem aconselhar? Não, não são tão inconscientes, façamos-lhes essa justiça. As mulheres são "agarradas" pelo sistema de saúde e isso faz toda a diferença.Deixo um exemplo: se uma mulher tiver um parto por ano, seguramente alguém na consulta de obstetrícia lhe há-de sugerir, e sugere!, um método mais eficaz que pode ir até à laqueação de trompas. E se as gravidezes não fossem seguidas e os partos se fizessem em casa? Quem controlaria os riscos da gravidez múltipla e de complicações?
É exactamente a mesma coisa.

Agradeço-te, Cristina.

9.1.07

novo motor de pesquisa para homens

Apresento-vos a última novidade das novas tecnologias, um motor de pesquisa dum novo género. A simpática manequin da fotografia responde a todas as vossas interrogações e, amavelmente, espera ou pensa na resposta a dar... Enfim! Visitem e pesquisem.

DONOS DAS LEIS, DA POLÍTICA, DOS BANCOS E DOS CORPOS DAS MULHERES


SEM MAIS COMENTÁRIOS, POR AGORA...

para relembrar os 420 de Guantanamo

420 militantes de Amnistia Internacional em manifestação, vestidos como os prisioneiros de Guantanamo - Foto do W. Post.

8.1.07

Governo exagera... mas não pensam que o cartel também não exagera?


Mais uns "pós" de imposto, para os cofres do Estado, sobre os combustíveis e fazer aumentar o preço da gasolina e gasóleo, que atinge quase os 65% do custo de venda ao público, mas, como o consumo, durante o primeiro embate, vai baixar, não ficam a ganhar com a medida, até que, todos os que se queixam, acabem por esquecer, e lá volta a subir o consumo e a "diminuir" o diabólico défice...
Quem está a ganhar são as gasolineiras espanholas onde se abastecem os portugueses que moram perto das fronteiras, uma vez que o imposto, ali, só atinge os 50%.
Só que muito pouca gente protesta contra os preços que nos são impostos pelos carteis que dominam o mercado, que fazem lucros fabulosos ao não repercutirem sobre os preços as desvalorizações sucessivas do crude com a mesma celeridade com que repercutem os aumentos, e, sobretudo, com a inexistência, concertada, de concorrência de preços. E não me venham dizer que não é assim! Há investigações? Cheira-me que não...
Para informação: O Governo francês criou um site internet, acessível a todos, onde é possível conhecer em que bombas, mais próximas do domicílio de cada um, se pratica o preço mais baixo. Têm os franceses um nível de vida bem superior ao nosso!... Isto, que por aqui se passa, deve ser para nos ajudar a saír da cauda da Europa!

7.1.07

Há muita coisa que tem de mudar... mas mesmo muitas coisas...



No Correio da Manhã de hoje:


A Marinha de Guerra conhecia desde as 06h42 a zona onde naufragara o pesqueiro ‘Luz do Sameiro’ – mas uma investigação do CM demonstra que só perto das 08h30 chamou os meios de socorro, que chegaram tarde. Só um tripulante foi salvo. Morreram seis pescadores.
ALMIRANTE ASSUME FALHASO
Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) assumiu ontem responsabilidades pelas tentativas falhadas de salvar do mar seis pescadores do barco que naufragou na praia da Légua, a Norte da Nazaré. O almirante Melo Gomes apresenta-se “solidário com os marinheiros que tentaram o salvamento”, sem êxito.
“Assumo todas as responsabilidades – as nossas – como é meu dever, certo de que todos saberão também assumir as suas, retirando lições”, afirmou o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes, num documento distribuído em todas as unidades da Marinha e a que a agência Lusa teve acesso.
Não vale a pena dizer mais nada. No link do CM estão todos os detalhes.

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