27.10.06
a cinemateca e-konoklasta
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27.10.06
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O ESTADO DA ARTE OU A ARTE DO ESTADO

Isto de desgovernar é uma arte, não tenham dúvidas. Desde a capacidade de apreciar a arte musical dos resultados de sondagens, à arte das retóricas eleitorais, passando pela arte tauromáquica de verónicas, pegas de caras e rabejamentos, dentro dos partidos, face às oposições e ingratidão dos desgovernados, de fraca memória, pelos sempre acusados de desgovernos.
Pois cá temos as sondagens a cantar-nos a mesma canção de sempre, para todos os desgovernos, "o fim do estado de graça do desgoverno". Já temos a obrigação de saber letra e música de cor e salteado, e, nem deveria ser necessário que uma diva qualquer subisse ao palco mediático, com frequência, para não a esquecermos.
O Paulinho das feiras ou das fardas, mais própriamente, que já deixou passar o "nojo" que ele julgou necessário para voltar às artes de cena mediático-política, pensa e pensa bem, que já nos esquecemos do seu desempenho no desgoverno do cherne, que foi nadar para outras águas, e que acabou no flop do Santana da encubadora de abortos. Mas há, ainda, quem se lembre que este artista em desgovernos soube bem governar-se, com arte, e que até há uma investigação em curso para apurar quanto é que este anjinho papudo meteu ao papo, à conta das suas compras de material militar, incluindo fardas, certamente, submarinos e outros caça-borboletas. Por certo, certo, lá teve a medalha máxima do Pentagnomos, entregue pelo ilustre Rumiraque, o resto, que também devíamos saber, ainda vai acabar como as sondagens da Moderna, se um dos americanos, metido neste guisado, acabar por desistir de pôr a boca no trombone.
Tudo isto passou, com alguma visibilidade, nas colunas dos quotidianos, parece que já ninguém se lembra, mas, há poucos dias passei por aqui, por acaso, confesso, e quem escreveu, o que lá está, relembra tudo, tintim por tintim... E, então, já tinham esquecido ou não, e o que pensam do estado destas artes ou destas artes do estado?
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26.10.06
tirem-nos as vendas
Temos uma "Justiça" lenta (se é que temos Justiça...) atrasada, em certos casos, quase medieval, dominada, totalmente, pelo poder de juízes e magistrados. As leis continuam a ser promulgadas e actualizadas, mas não é isso que torna a Justiça mais ágil e menos distante dos verdadeiros problemas dos cidadãos, dominada por uma corporação que se serve do Estado e que não serve o Estado, que somos todos nós, e, podem crer que os pagamos bem e que lhes damos óptimas regalias, comparando com as que tem o cidadão médio, para não falar nos outros.
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25.10.06
o que vai no meio leva 24 anos de prisão para cumprir
O senhor do meio, de fatinho e gravata, com uns colarinhos muito branquinhos, é Jeffrey Skilling e vai para casa com uma pulseira electrónica aguardar a sua entrada na prisão para cumprir 24 anos de pena. Vá lá, vá lá, se fosse aqui o caso prescrevia ou a embrulhada era tal que o homem, não só não teria sido condenado, e ainda era promovido a grande português de todos os tempos...
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24.10.06
Bela Bartok compositor húngaro
le compositeur hongrois
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22.10.06
new in portuguese blogosphere
du nouveau dans la blogosphère portugaise
novidade na blogosfera portuguesa

A new blog named "página branca" (white page) for everybody, it's free and you can post when you whant, you have just to now the username (1kualker) and the password (123456); You can post in english or in un other languge, with pictures or videos, if you want to sign your post do it before posting: http://1kualker.blogspot.com
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cinemateca e-konoklasta
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21.10.06
A Hungria festeja os 50 anos da sua revolta contra o regime comunista da URSS

A capa deste número da Time, da época, dá-nos uma imagem do que se passou em 23 de Outubro de 1965. Os húngaros revoltam-se em Budapeste contra o poder soviético, instalado desde o fim da guerra no país.
É um movimento espontâneo e crítico contra o regime comunista, que teve início nos movimentos estudantes seguidos por movimentos operários e intelectuais.
Aqui podem ver um vídeo do "le monde" com imagens de outubro de 1956 dessa revolta.
Soube, lendo hoje o correio da manhã, que Cavaco Silva estará presente na Hungria amanhã, durante estes festejos.
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19.10.06
Os Cantos de Lautréamont/Maldoror
Les Chants de Maldoror
Poésies I
Les gémissements poétiques de ce siècle ne sont que des sophismes.
Les premiers principes doivent être hors de discussion.
J'accepte Euripide et Sophocle ; mais je n'accepte pas Eschyle.
Ne faites pas preuve de manque des convenances les plus élémentaires
et de mauvais goût envers le créateur.
Repoussez l'incrédulité : vous me ferez plaisir.
Il n'existe que deux genres de poésies ; il n'en est qu'une.
Il existe une convention peu tacite entre l'auteur et le lecteur, par
laquelle le premier s'intitule malade, et accepte le second comme garde-malade.
C'est le poète qui console l'humanité ! Les rôles sont intervertis arbitrairement.
Je ne veux pas être flétri de la qualification de poseur.
Je ne laisserai pas de Mémoires.
La poésie n'est pas la tempête, pas plus que le cyclone.
C'est un fleuve majestueux et fertile.
Madoror/Lautréamont/Isidore Ducasse
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no leito do ribeiro, uma truta única... mítica
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18.10.06
a política "social" das energias e tarifas da electricidade

Já o ano passado nos tinham dito que os consumidores domésticos teriam de ver grandes aumentos nas sua facturas de electricidade para 2007. Agora, voltam à carga, e até agora ninguém se preocupou com o assunto, mas ainda estamos a tempo, pelo menos, de compreender esta embrulhada e de protestar contra estas políticas:
"Em declarações à agência Lusa, o jurista da Deco Luís Salvador Pisco disse que o secretário de Estado «está mal informado sobre o assunto em causa (custo da electricidade)» negando que a culpa seja do consumidor.
«A culpa não é do consumidor. A culpa do défice tarifário é do Estado porque não interveio quando devia ou interveio de forma deficitária», adiantou Salvador Pisco.
De acordo com este jurista, os vários governos não souberam «aproveitar», nomeadamente as energias renováveis para baixar a dependência da energia eléctrica.
Salvador Pisco considera que «os consumidores representam uma franja mínima, cerca de 20%, do consumo de electricidade» em Portugal.
Na terça-feira, o mesmo jurista tinha dito à Lusa que considera socialmente injusto o aumento de 15,7% das tarifas de electricidade proposto pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para 5,3 milhões de consumidores domésticos.
Salvador Pisco explicou que é «socialmente injusto» que tenham que ser os consumidores domésticos a suportar os sobrecustos com as energias renováveis, quando quem mais consome e mais polui no país são os clientes industriais.
A DECO defendeu ainda ser «pouco justo» que os consumidores tenham que pagar as rendas aos municípios e o sobrecusto com a cogeração.
«Se todos estes factores fossem rectificados, os custos da electricidade baixariam para os consumidores», afirmou.
Lusa
18-10-2006 11:01:00"
Está-se a ver que o desgoverno não é nosso e querem atirar-nos as "culpas" e os custos para cima. Para além disto, a EDP tem uma gestão, do nosso ponto de vista de consumidores, muito duvidosa, paga ordenados faraónicos aos seus quadros superiores, tem lucros, igualmente faraónicos, que têm de entrar limpinhos nas contas dos accionistas. ..Qual a lógica ? deve ser a grande preocupação que o capital tem com os mais desprotegidos...
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meditações para o dia mundial da erradicação da pobreza
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nas ruas dos mundos
Acordar na Rua do Mundo
madrugada. passos soltos de gente que saiu
com destino certo e sem destino aos tombos
no meu quarto cai o som depois
a luz. ninguém sabe o que vai
por esse mundo. que dia é hoje?
soa o sino sólido as horas. os pombos
alisam as penas. no meu quarto cai o pó.
um cano rebentou junto ao passeio.
um pombo morto foi na enxurrada
junto com as folhas dum jornal já lido.
impera o declive
um carro foi-se abaixo
portas duplas fecham
no ovo do sono a nossa gema.
sirenes e buzinas. ainda ninguém via satélite
sabe ao certo o que aconteceu. estragou-se o alarme
da joalharia. os lençóis na corda
abanam os prédios. pombos debicam
o azul dos azulejos. assoma à janela
quem acordou. o alarme não pára o sangue
desavém-se. não veio via satélite a querida imagem o vídeo
não gravou
e duma varanda um pingo cai
de um vaso salpicando o fato do bancário
Luíza Neto Jorge
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18.10.06
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