Ciquem na imagem para o site da FENPROF e documento PDF de que se vê a capa.Os professores estão em greve por dois dias. Manifetam-se, e mostram o seu desagrado em relação a novas políticas e directivas que põe em causa as más práticas de muitos professores e escolas e as já esperadas más vontades corporativas, quando se trata de melhorar o ensino dos nossos jovens que tem piorado de ano para ano e para o qua é necessário fazermos muitos esforços e sobre tudo aqueles que são pagos para isso.
Li hoje o artigo de opinião de David Pontes do JN e achei que retratava bem o que se passa em muitas escolas do país, uma história banal e frequente, que muitos de nós conhecemos, mas um exemplo do que por aí se passa:
Esta história é verdadeira, passou-se numa escola do Ensino Básico do concelho do Grande Porto mas, acreditem, passa- -se, de uma forma ou outra, um pouco por todo o país. Estamos no início do ano lectivo e os pais desta escola foram informados de que a promessa governamental era para cumprir ia haver prolongamentos de horário e os alunos iam ver o seu currículo reforçado em áreas como Inglês, Educação Física, Matemática, Estudo Acompanhado, etc. Teriam ainda a possibilidade de almoçar na cantina da escola, pronta há alguns anos devido ao esforço dos pais, mas ainda sem utilização. Para esclarecer devidamente todos os encarregados de educação, a associação de pais decidiu marcar uma reunião. E aqui começa verdadeiramente a nossa história.
A Direcção da escola, sem avisar a associação de pais, decidiu marcar uma reunião para uma data prévia, convocando todos os pais, professores e auxiliares de educação. Qual o intuito? Pintar de negro todas as perspectivas de mudança naquela escola. Entre outros argumentos, que não se responsabilizavam pelas crianças durante a hora de almoço ou no caso de algum dos docentes contratados para o prolongamento vir a faltar. Garantindo a desistência dos pais das refeições ou dos prolongamentos de horário, os professores atingiam o seu objectivo: não alterar nada, para manter o seu sagrado horário das 9 às 15 horas. No fim da escala das preocupações estava o interesse dos alunos, ou dos pais que pagaram impostos para que os seus filhos pudessem ter melhor instrução.
É evidente que hoje e amanhã esta escola vai estar fechada devido à greve. Mas também é natural que estes, como muitos professores, vão ter uma enorme dificuldade em convencer essa a maioria silenciosa, mas eleitora, dos pais, das justeza das suas posições. O egoísmo não é terreno muito fértil para cultivar solidariedades.