24.9.06

a democracia dos vírus
Princeton, YouTube e os outros

A fraude eleitoral continua a ser objecto de interrogações nos Estados Unidos. Há quem pense que é possível pôr um termo a uma tal eventualidade, com o voto electrónico que invade de ano para ano.
Infelizmente, um dos principais fornecedores - Diebold (de que se conhecem as relações com o partido republicano) - deixa muito a desejar.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Princeton acabou de demonstrar que era muito fácil alterar os resultados no fim de cada escrutínio.
As máquinas em questão - AccuVote-FS - apresentam entre outras características perigosas as de assentarem sobre programas informáticos proprietários secretos e de não deixar rastos sobre papel.
Tradução do texto de Francis Pisani no seu blogue: TRANSNETS

22.9.06

o número de ouro

a beleza da matemática ou a matemática da beleza

chegou a bomba...



Vou limitar-me a fazer copiar/colar do artigo que li hoje no DN escrito por Leonor Figueiredo. É a confirmação do que já se suspeitava, ou sabia e que muita gente, ligada ao ensino, não quer ver...

""Somos poucos e não muito bons." É este o diagnóstico sobre o ensino em Portugal feito pelos economistas do Banco Europeu de Investimentos, Luísa Ferreira e Pedro Lima, cujos resultados "sugerem a incapacidade dos jovens em transitarem do sistema educativo para o mundo do trabalho".
Os autores usam os indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e desmontam argumentos desculpabilizantes do estado a que chegou o ensino. A sua análise será incluída no livro Desastre no Ensino da Matemática: Recuperar o Tempo Perdido, organizado pelo professor Nuno Crato (ver caixa).Apesar da "progressão notável" de alunos no ensino desde os anos 60, a verdade é que, 40 anos depois, Portugal está na cauda da OCDE. O número de estudantes de todos os níveis situa-se "claramente abaixo" dos países desenvolvidos. Só 35% dos adultos que beneficiaram do investimento na educação nas últimas décadas (hoje têm entre 25 e 34 anos) acabaram o secundário, remetendo-nos para o 3.º pior lugar, quando em mais de metade da OCDE o secundário foi atingido por 80%.
"É fácil antecipar que a desejada convergência com os nossos parceiros europeus não se processará num futuro próximo", alertam os economistas, dado os níveis de abandono escolar e saídas precoces, sem paralelo na Europa. O mais assustador é que o número não baixou nos últimos dez anos, já que cerca de metade dos jovens entre os 18 e os 24 anos continuam a virar costas à escola. Há cinco anos, um quarto dos nossos jovens não tinha sequer concluído o 9.º ano. Os níveis de participação no secundário e universitário estão, portanto, "claramente abaixo de valores óptimos".
A qualidade não é melhor, dado o "desempenho modesto dos alunos portugueses, sempre abaixo da média global". Baseados em testes internacionais (IALS, TIMSS e PISA), os autores sublinham que o nosso sistema educativo "parece incapaz de produzir um produto cuja qualidade média consiga competir".Melhores não são excelentesA prestação em literacia matemática "é má", não pelos maus alunos mas pelos melhores, cuja performance é "consideravelmente inferior à média" homóloga na OCDE.
Se o nível de despesa fosse "factor explicativo decisivo", defendem os economistas, seriam de esperar "resultados bastante elevados" nos alunos com 15 anos, o que não acontece.Quanto aos gastos, "seriam perfeitamente compatíveis com um sistema competitivo a nível internacional". A despesa por aluno no primário e secundário "coloca-nos perto da média da OCDE". Países que gastam "significativamente menos" como a Irlanda, Hungria, República da Coreia e República Checa obtêm resultados "claramente superiores". A democratização do ensino não pode ser causa de baixa qualidade, porque a despesa por estudante não foi tão reduzida que o justificasse. Para uma procura maior houve mais despesa, com o PIB "praticamente a par" da média. A entrada de todos os estratos sociais não fez baixar a bitola, já que, observam os autores, se isso acontecesse, os melhores alunos, os do "grupo que seria imune ao alargamento do ensino", não teria, como se verifica, "piores desempenhos relativos". A média dos 5% de alunos bons "é significativamente mais baixa que no grupo homólogo". Só 4% dos nossos alunos atingiram um nível mais alto na literacia de leitura, enquanto na OCDE a média é o dobro.
Embora a análise reconheça incapacidade para "atrair os professores mais aptos", denuncia o facto de haver muitos docentes que não estão a leccionar, registando-se uma elevada percentagem de professores sem qualificações "apropriadas".
Em salário, os docentes portugueses do básico com 15 anos de experiência ganham o mesmo que os congéneres espanhóis ou franceses, "todos eles com melhor desempenho". "A situação dos professores não se distingue significativamente da maioria dos países desenvolvidos", com Portugal a ocupar a quinta posição na OCDE, com o salário de topo dos professores do básico.
Os autores lembram "a pouca atenção prestada à formação dos professores", ao seu processo de formação, entrada na profissão e exercício. E concluem que continuamos com poucos alunos no ensino e com resultados que deixam "bastante a desejar". Aconselham mais autonomia para as escolas, mais qualidade no ensino dos professores e melhor uso dos recursos financeiros.
Além de não ganharem mal, os professores portugueses têm menos alunos por turma, apesar de as crianças passarem "mais horas" nas salas de aula do que em países onde obtêm melhores resultados. "

20.9.06

blogger entupido

Não sei o que há com o blogger, mas não posso editar imagens e postais só agora para experimentar.

18.9.06

tempestade ou bonança ?

Tempos incertos, aqueles em que vivemos... O que nos trazem estas núvens ?

16.9.06

não me falem do nosso fado, de futebol, de fátimas nem de papas

Já nem Bach nem Palestrina o salvam quanto mais os deuses. Está entregue à bicharada...

Última: parece que já disse que estava "desolado" pelo que disse e que tivesse sido intrepretado, como foi, pelo "mundo" muçulmano, mas no "mundo" muçulmano, estava-se à espera de desculpas mais consistentes, por exemplo: "Estou sinceramente arrependido pelo que disse no meu discuso e o meu objectivo não era ofender os crentes do Islão", estão a ver a nuance... à suivre!

15.9.06

O Cerco Aperta-se

Asistimos ao inaudito, Bush criticado pelo próprio Senado Americano em que alguns republicanos já votaram com os democratas contra certas medidas anti-terroristas, e, já se viu forçado a confirmar a existência de prisões secretas na Europa.
Washingston mentiu aos americanos e ao mundo (mas o mundo estava a ver) com a cumplicidade dos países que se situam desta lado do Atlântico.
Parece evidente que os governantes destes países (que têm sido acusados por cidadãos e organizações não governamentais), sabem bem mais do que têm pretendido.
Tudo começou no encontro das Lages, em que Durão Barroso recebeu Bush, Blair e Aznar, sem falar do apoio de outros países como a Itália, Dinamarca e Polónia, por exemplo. Agora, que os deputados europeus, peçam contas ao presidente da CE, o tal "de" Barroso e ao outro "de" Aznar, e tentem romper o pacto de silêncio. Não falam, que se lhes apliquem os métodos que a CIA tem empregue, indiscriminadamente, a supostos terroristas, como a pacatos cidadãos com nomes de consonância suspeita.

Ler artigo do JN de hoje

13.9.06

uma aristocrata selvagem


Imagimem que a flor da imagem ao lado, conhecida por flor de liz marítima, talvez possa a vir impedir a construção de uma inceneradora na zona industrial/portuária de Marselha pois ali foi descoberta uma cinquentena de pés desta espécie protegida.
O caso está em tribunal e, antes do fim de setembro, os marselheses saberão se, em 2008, terão a tal encineradora, para tratar as cerca de 500 000 toneladas de lixo da cidade.
Será que esta flor terá a força suficiente para impedir o que os cidadãos, que iniciaram o movimento, não querem ver nem cheirar nas proximidades.
Não há quem ponha uns pezinhos dumas florzinhas ou cardos, de espécies protegidas, por exemplo, nas proximidades da cimenteira do Outão, na serra da Arrábida ?

11.9.06

5 anos depois do 11 de setembro

Cinco anos depois do atentado terrorista às twin towers de Manhattan, a História do planeta deixa transparecer outros contornos, não imaginados, depois do fim da "guerra fria".
Ben Laden continua a monte, ninguém consegue pôr-lhe a mão em cima. A instabilidade política do próximo oriente, é, cada vez maior. Sabe-se, com alguma certeza, que Saddam Houssein (que é um pulha, não ponho em dúvida), não só não tinha armas de destruição maciça, como não deu apoio à Al-Qaida.
O Iraque é um barril de pólvora, teatro onde se afrontam ódios religiosos milenares, a democracia está cada vez mais longe de ser atingida. Claro que devemos agradecer ao Sr. Bush tal situação, que agora admite que há prisões "especiais" noutros países que aceitaram tal subserviência. Para quando, a revelação tão esperada, aqui deste lado do Atlântico, sobre os vôos "fantasma" dos aviões da CIA ?
Hoje à noite, ARTE, o canal de televisão franco-alemão, consagra uma parte da noite, à difusão do filme de Oliver Stone, aos acontecimentos de há 5 anos e a algumas das suas consequências. Para quem não tem o canal , pode ver alguns vídeos de apresentação do programa aqui: ARTE

ground zero no New York Times

fotografia aérea de Vincent Laforêt para o New York Times

Esta fotografia ilustra um artigo do NY Times que explica o que se passa sobre a recuperação do ground zero. Aqui o elo.

10.9.06

Trindade: nome de código "Manhattan"

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Em 16 de Julho de 1945, o primeiro cogumelo atómico sobe aos céus do Novo México. Trinity explodiu. US National Archives.

Na hora prevista, Trinity transformou-se num pequeno sol e depois num braseiro. A primeira bomba atómica tinha explodido. O Japão iria conhecer o pesadelo/catástrofe atómico, bem mais potente, em Hiroshima, e, Einstein arrepender-se, amargamente, pelo que tinha ajudado a realizar-se.

la mémoire de l'eau
a memória da água

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