16.9.06

não me falem do nosso fado, de futebol, de fátimas nem de papas

Já nem Bach nem Palestrina o salvam quanto mais os deuses. Está entregue à bicharada...

Última: parece que já disse que estava "desolado" pelo que disse e que tivesse sido intrepretado, como foi, pelo "mundo" muçulmano, mas no "mundo" muçulmano, estava-se à espera de desculpas mais consistentes, por exemplo: "Estou sinceramente arrependido pelo que disse no meu discuso e o meu objectivo não era ofender os crentes do Islão", estão a ver a nuance... à suivre!

15.9.06

O Cerco Aperta-se

Asistimos ao inaudito, Bush criticado pelo próprio Senado Americano em que alguns republicanos já votaram com os democratas contra certas medidas anti-terroristas, e, já se viu forçado a confirmar a existência de prisões secretas na Europa.
Washingston mentiu aos americanos e ao mundo (mas o mundo estava a ver) com a cumplicidade dos países que se situam desta lado do Atlântico.
Parece evidente que os governantes destes países (que têm sido acusados por cidadãos e organizações não governamentais), sabem bem mais do que têm pretendido.
Tudo começou no encontro das Lages, em que Durão Barroso recebeu Bush, Blair e Aznar, sem falar do apoio de outros países como a Itália, Dinamarca e Polónia, por exemplo. Agora, que os deputados europeus, peçam contas ao presidente da CE, o tal "de" Barroso e ao outro "de" Aznar, e tentem romper o pacto de silêncio. Não falam, que se lhes apliquem os métodos que a CIA tem empregue, indiscriminadamente, a supostos terroristas, como a pacatos cidadãos com nomes de consonância suspeita.

Ler artigo do JN de hoje

13.9.06

uma aristocrata selvagem


Imagimem que a flor da imagem ao lado, conhecida por flor de liz marítima, talvez possa a vir impedir a construção de uma inceneradora na zona industrial/portuária de Marselha pois ali foi descoberta uma cinquentena de pés desta espécie protegida.
O caso está em tribunal e, antes do fim de setembro, os marselheses saberão se, em 2008, terão a tal encineradora, para tratar as cerca de 500 000 toneladas de lixo da cidade.
Será que esta flor terá a força suficiente para impedir o que os cidadãos, que iniciaram o movimento, não querem ver nem cheirar nas proximidades.
Não há quem ponha uns pezinhos dumas florzinhas ou cardos, de espécies protegidas, por exemplo, nas proximidades da cimenteira do Outão, na serra da Arrábida ?

11.9.06

5 anos depois do 11 de setembro

Cinco anos depois do atentado terrorista às twin towers de Manhattan, a História do planeta deixa transparecer outros contornos, não imaginados, depois do fim da "guerra fria".
Ben Laden continua a monte, ninguém consegue pôr-lhe a mão em cima. A instabilidade política do próximo oriente, é, cada vez maior. Sabe-se, com alguma certeza, que Saddam Houssein (que é um pulha, não ponho em dúvida), não só não tinha armas de destruição maciça, como não deu apoio à Al-Qaida.
O Iraque é um barril de pólvora, teatro onde se afrontam ódios religiosos milenares, a democracia está cada vez mais longe de ser atingida. Claro que devemos agradecer ao Sr. Bush tal situação, que agora admite que há prisões "especiais" noutros países que aceitaram tal subserviência. Para quando, a revelação tão esperada, aqui deste lado do Atlântico, sobre os vôos "fantasma" dos aviões da CIA ?
Hoje à noite, ARTE, o canal de televisão franco-alemão, consagra uma parte da noite, à difusão do filme de Oliver Stone, aos acontecimentos de há 5 anos e a algumas das suas consequências. Para quem não tem o canal , pode ver alguns vídeos de apresentação do programa aqui: ARTE

ground zero no New York Times

fotografia aérea de Vincent Laforêt para o New York Times

Esta fotografia ilustra um artigo do NY Times que explica o que se passa sobre a recuperação do ground zero. Aqui o elo.

10.9.06

Trindade: nome de código "Manhattan"

push on / appuyez / carregue
Em 16 de Julho de 1945, o primeiro cogumelo atómico sobe aos céus do Novo México. Trinity explodiu. US National Archives.

Na hora prevista, Trinity transformou-se num pequeno sol e depois num braseiro. A primeira bomba atómica tinha explodido. O Japão iria conhecer o pesadelo/catástrofe atómico, bem mais potente, em Hiroshima, e, Einstein arrepender-se, amargamente, pelo que tinha ajudado a realizar-se.

la mémoire de l'eau
a memória da água

9.9.06

Natascha Kampusch (Marcel Rufo, pedopsiquiatra, explica)


Foi um choque na Aústria e em todo o mundo. Esta jovem, desaparecida no caminho da escola e agora longe das garras do seu raptador, explicou ao mundo, diante das câmaras, com o maior pudor, o seu cálvário, de 8 anos.
Aqui encontram, passagens do vídeo da sua entrevista:
http://www.lemonde.fr/web/video/0,47-0,54-810364,0.html

Aqui, está o resultado de um chat, organizado pelo jornal "le monde" em que Marcel Rufo, pedopsiquiatra, bem conhecido em França, responde aos seus interlocurores, sobre o que ele pensa das possibilidades de "résilence" (capacidade de ultrapassar e resistir) de Natascha:

6.9.06

A última do Bush... cuidado, isto agora vai fiar fino...

Até hoje, quarta-feira dia 6 de Setembro, Bush sempre negou a existência das prisões secretas, no estrangeiro, para que a CIA "interrogue" os presumíveis terroristas que têm entrado em Guantanamo. De repente, há poucas horas, acabou por o admitir.

E vai acabar, mais tarde ou mais cedo, por admitir que os tais voos secretos, que tanto dão que falar por aqui, nestes dois últimos dias, foram feitos nas rotas de que a UE tem fortes suspeitas. Então é que vai ser... um grande festival! Não vale a pena andarem mais tempo a tapar-nos o sol com uma peneira.

O caso, por aqui, parece complicado, cartas que deviam ter sido enviadas, que não o foram e que só a Ana Gomes recebeu... e porque é que não foi dito antes da demissão de Freitas do Amaral ? Entre 2002 e 2004, tais voos, mas porque é que o governo quer esconder-nos isto ?

com as portas escancaradas
les portes grandes ouvertes
opened doors

"If the doors of perception were cleansed everything
would appear to man as it is - infinite"

"The Marriage Of Heaven And Hell"
William Blake


A História repete-se, e este foi-se...

Poeta cantor de rock americano, solista do grupo "the Doors" de 1965 a 1971, na veia da canção de protesto, em particular contra a guerra do Viet Nam. Jim Morrison nasceu em Melburn, na Flórida e morreu, precocemente, com 28 anos, em Julho de 1971, em Paris, e, embora exista uma versão oficial sobre o seu desaparecimento, as condições da sua morte, e, de como duma casa de banho duma discoteca, o seu cadáver, passa à banheira de sua casa, talvez simulando uma "overdose", chegou a dizer-se que a CIA estava por tràs desta morte, por causa das suas posições contra a guerra, deixa um rasto de dúvidas que, com a sua reputação de poeta maldito e contestatário, o transformou num mito. Sexo-símbolo provocante, comportando-se sempre, desde a infância, de forma excessiva. Verdadeiro ídolo da música pop, que influenciou o movimento "punk" e outros cantores que se seguiram.
A adoração de que é alvo pelos seus fans, acaba por eclipsar uma obra poética, muito rica e original, que ele próprio sempre considerou como sendo a sua principal actividade.
Passou uma grande parte da sua infância a seguir o seu pai, com a sua família, que era oficial da marinha americana. É conhecido o seu talento de contador e mistificador a par dos seus excessos com o álcool e os paraísos artificiais, e, com todas as reservas que possamos ter quanto à veracidade de tudo o que ele disse sobre ele próprio, entre outros acontecimentos, contou que com 3 anos e meio, numa das deslocações da família entre Santa Fé e Albuquerque, assistiu a um acontecimento que disse ser um dos mais importantes da sua vida, e que é evocado no vídeo que está no fim do blogue, duma migração de almas de índios no deserto que atravessavam, determinante para compreender a atração marcada pela mística dos Amerindianos e o chamanismo.
Jim Morrison foi um aluno brilhante, consta que ele teria um quoficiente de inteligência superior a 140. Com 14 anos descobriu o romance de Kerouack "on the road", depois os poetas William Blake, Arthur Rimbaud, Baudelaire e interessou-se pela filosofia (Montaigne, Nietzsche), pela psicanálise (Freud, Jung) Estudou cinema na universidade.

Continua...

5.9.06

love two times in Alabama

push on the picture

a caminho de Alabama com 3 vinténs

carregue na imagem
appuyez sur l'image
push on the picture

Alabama song, da ópera dos três vinténs, de Berthold Brecht e Kurt Weil, aqui intrepretada por Ute Lemper.


os deuses

Não consentem os deuses mais que a vida.
Tudo pois refusemos, que nos alce
A irrespiráveis píncaros,
Perenes sem ter flores.
Só de aceitar tenhamos a ciência,
E, enquanto bate o sangue em nossas fontes,
Nem se engelha connosco
O mesmo amor, duremos,
Como vidros, às luzes transparentes
E deixando escorrer a chuva triste,
Só mornos ao sol quente,
E reflectindo um pouco.

Ricardo Reis (Fernando Pessoa)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...