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mais um comentário que não passa no aspirinab
"Abismos da literatura? só para quem não conhece os abismos da vida... esse abismo da literatura é só, na maioria do que se encontra nos escaparates, exercícios de estilo e não só nas "couves e alforrecas".
Também tenho tido alguns problemas com as caixas de comentários que foram invadidas de propaganda nacionalista, racista e anti-semita.
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25.8.06
o mais badalado:
plutão desapareceu do mapa
e os dinheiros desapareceram das contas dos partidos
É jornais, é televisão, é blogs, só se diz que fizeram desaparecer plutão do mapa. Mas ele lá ficou, impávido e sereno, alheio a toda a algazarra... já lá estava e não foi porque, entre cientistas, se decidiu que já não era preciso aprender o seu nome nas escolas que ele deixava de existir, não o aquece nem arrefece e parece que lá esta muito frio...
Depois, informam-nos que há partidos que não fazem aparecer, nas contas, todo o pilim que recebem e que fazem mal as contas. Que grande novidade... isso toda a gente sabe. Aqui passa-se ao contrário do que se pasou com plutão, o pilim não está no mapa, mas ele tem que lá aparecer... isto está a aquecer por este lado e, não podem dizer que nem os aquece nem arrefece...
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e, já agora, o terceiro homem, Orson/Lime
et je ne résiste pas au charme maléfique d'Orson/Lime
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24.8.06
Não sejamos hipócritas
A Constituição da República Portuguesa garante: a igualdade de direitos e deveres de homens e mulheres (art.º 13.º); acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos direitos (art.º 20.º); direito à integridade física e moral (art.º 25.º); igualdade no casamento (art.º 36.º).
O Código Penal Português prevê e pune os crimes de violência contra a família, nomeadamente os maus tratos físicos e psíquicos (art.º 152.º); e o incumprimento do dever de alimentos (art.º 250.º).A Lei n.º 7/2000, de 27 de Maio, procedeu a alterações ao Código Penal e Código de Processo penal. Nos termos desta Lei, o crime de maus tratos físicos e psíquicos ao cônjuge, a quem conviva em condições análogas às dos cônjuges ou a progenitor comum em 1.º grau (art.º 152.º do Código Penal), passou a ter natureza de crime publico, não sendo necessária a apresentação de queixa por parte da vítima. este mesmo artigo passou a prever a possibilidade de, nos casos referidos, ser aplicada ao arguido uma pena acessória de proibição de contacto com a vitima, incluindo a de afastamento da residência desta, pelo período máximo de dois anos.
A redacção dos artigos 281.º e 282.º do Código de Processo Penal foi igualmente objecto de alterações, que respeitam à possibilidade de, em processos por crime de maus tratos entre cônjuges, entre quem viva em condições análogas ou seja progenitor de descendente comum em 1.º grau, o processo ser suspenso, provisoriamente a livre requerimento da vítima, verificados determinados requisitos (art.º 281.º) podendo a duração da suspensão ir até ao limite máximo da respectiva moldura penal (art.º 282.º) - DR, 1.ª A, n.º 123, 27 de Maio.
A Violência contra a Família compreende diversos comportamentos criminais:
CRIMES CONTRA A VIDA
a) HomicídioActo de matar outra pessoa.
b) Homicídio (tentativa de)Quando alguém, com intenção de matar, pratica todos os actos tendentes a realizar esse objectivo, mas o resultado (a morte) não se verifica.
CRIMES CONTRA A INTEGRIDADE FÍSICA
a) Ofensas à integridade física
Quando alguém ofende o corpo ou a saúde de outra pessoa.
b) Maus tratos
Ocorre quando o marido, a pessoa que conviva em condições análogas ou o progenitor de descendente comum de 1º grau, trata mal a sua esposa, a pessoa em condições análogas ou o progenitor de descendente comum em 1º grau, física ou psicologicamente.
CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL
a) Ameaça
É o crime que ocorre quando há uma forma de intimidação dirigida a uma pessoa, provocando-lhe medo, inquietação ou prejuízo na sua liberdade de determinação.
b) CoacçãoQuem pratica, através de violência, ou de ameaça com mal importante, obriga outra pessoa a praticar ou não praticar certo acto ou a suportar determinada actividade.
c) Sequestro
É o acto de privar outrém da sua liberdade. Se a privação da liberdade durar mais de 2 dias ou for praticada em circunstâncias graves, que a lei prevê, a pena será substancialmente agravada.d) RaptoÉ o crime que pratica quem, através de violência, ameaça ou astúcia, priva outrém da sua liberdade, tendo como objectivo a submissão da vítima a extorsão, a prática de crime contra a liberdade e a auto determinação sexual ou a obtenção de resgate ou recompensa.
CRIMES CONTRA A LIBERDADE E AUTODETERMINAÇÃO SEXUAL
a) Coacção sexual
Consiste em forçar alguém- por meio de violência, ameaça grave ou depois de, para esse fim, a ter tornado inconsciente ou posto na impossibilidade de resistir- a sofrer ou a praticar, consigo ou com outrém, acto sexual de relevo.
b) Violação
É quando alguém é forçado a manter relações sexuais com uso de violência, ameaça grave, criação de estado de inconsciência ou de impossibilidade de reacção.c) Abuso sexual de pessoa incapaz de resistênciaÉ a prática de acto sexual com pessoa inconsciente ou incapaz de opor resistência, aproveitando-se do seu estado de incapacidade ( mas não tendo contribuído para a criação desse estado).
CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE
a) FurtoConsiste em subtrair coisa móvel alheia com intenção de se apropriar dela.
b) DanoConsiste em destruir, total ou parcialmente, danificar, desfigurar ou tornar não utilizável coisa alheia.
No site: http://www.fjuventude.pt/programas/sites/violencia/
a caixa de comentários deste post foi invadida por comentários de conteúdo duvidoso, impregnados de proselitismo nacionalista, racista e anti-semita. Tive que retirar o post e os comentários e a partir de agora, por prazo indeterminado, vejo-me na obrigação de moderar os comentários. Não é cómodo, sei, lamento, mas é só para vos evitar leituras indesejáveis.
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21.8.06

E NÃO SE PODE PARAR DE ATACAR ESTE PROBLEMA SOCIAL
Tenho 49 anos e estou presa porque matei o meu marido.
Estou em prisão preventiva e recusei advogado de defesa.
Defesa para quê?De quê? De quem?
Matei o monstro que me espancou e violou de todas as formas e feitios durante vinte e sete anos.
Um dia perdi o MEDO. Esperei que adormecesse e esfaqueei-o vinte sete vezes. Uma facada por cada ano roubado da minha vida. Estou serena.
Nunca me senti tão tranquila na minha vida.Vivo numa prisão onde sou respeitada. Onde tenho alimento. Onde ninguém me viola ou espanca.
Consigo sentir-me feliz e durmo tranquila como não dormia há vinte sete anos.
Caso VIII
Um dos casos que eu foco no meu livro SENHORES DO MEDO e que mais me chocou.E não tem a ver com dependencia financeira... isso é uma minoria, embora seja um dado adquirido ser a grande razão do silêncio. Não é.
Melhor que eu, alguém que escreveu o
Prefácio dos Senhores do Medo
Sobreviver ao SENHOR Viver sem MEDO
Foi para mim um grato prazer colaborar com a Maria de São Pedro e muito me honrou o seu convite para escrever estas breves palavras.
Numa leitura clara, numa linguagem directa, na voz da primeira pessoa, Maria espelha, sem rodeios, as várias molduras da vitimação.
Não procure aqui, o leitor, explicações cientificas ou saberes enciclopédicos – antes encontrará histórias de Vida – sendo a partilha, a intenção da escritora.
Este livro reflecte, com grande respeito, o contacto com as vítimas de crime, a sua atenta audição e a sensibilidade de quem sabe, com rigor, descrever e dar voz ao sofrimento, às suas lutas e às suas batalhas ganhas.Ressalte-se um inegável mérito – este livro vem desmistificar os fantasmas que permanecem na mente de muitos – por ignorância ou por irónico sentido de oportunidade.
Aqui, nestas histórias de Vida, não encontramos relatos miserabilistas, mas antes, vozes de força, coragem e mudança.
Em SENHORES DO MEDO, encontramos a dimensão do crime da violência doméstica, hoje crime público, que a todos diz respeito, como um fenómeno transversal – ele vive e convive entre ricos e pobres; ele é praticado por agressores com e sem adições; ele impõe-se pela manipulação psicológica exercida sobre a mulher, vítima deste violento crime, seja ele física, psicológica ou sexualmente praticado.
Para quem, com irresponsável facilitismo, condena essas mulheres por permanecerem anos em vidas dramáticas, será útil ouvir a denúncia na primeira pessoa, da cegueira que não lhes permite ver a saída porque teimam em questionar o inquestionável, mergulhadas na ambiguidade dos afectos e da racionalidade, da vergonha e do medo, da certeza e da dúvida, do desespero e da esperança.
Maria de São Pedro retrata-nos as diferentes facetas da violência – no seu livro SENHORES DO MEDO onde sentimos o peso das mais diversas máscaras usadas para tapar cada marca.Com esta leitura, compreendemos que os actores da violência conhecem perfeitamente o seu papel.Resta perguntar aos espectadores se querem assistir ou exercer o seu dever como cidadão, denunciando, falando, intervindo.
Maria de São Pedro rompeu o silêncio das vítimas, dando-lhes a voz legítima de SENHORAS SEM MEDO.
Dra. Rosário Figueiredo
APAV
Publicado no blog: http://luadoslobos.blogspot.com/, passem por lá pois o meu copiar/colar talvez não seja dos melhores.
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21.8.06
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hipocrisias abruptas
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21.8.06
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hipocrisia e votos piadosos...
Acabei de ler um bom artigo sobre como o "nosso" Presidente da República e sua comitiva encaram o problema gravíssimo da violência no seio da família em geral e contra as mulheres em particular. Podem lê-lo aqui: http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=2920
Volto mais tarde.
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20.8.06
de volta, devagar...
de retour, doucement...
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29.6.06
de volta dentro em pouco
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14.6.06
já não é um véu, mas o nevoeiro que caíu sobre as caricaturas

Ninguém mais, neste país, que eu saiba, voltou a abordar a questão das caricaturas publicadas pelo quotidiano conservador dinamarquês Jyllands Posten, maioritariamente, a imprensa e a blogosfera optou por defender incondicionalmente o quotidiano e a "democrática" política do governo da Dinamarca, sem nunca admitir, e até ignorar, a forma como esse mesmo governo tratou a questão.
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14.6.06
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11.6.06
do livro ao e-book, a numerização do conhecimento
du livre au e-book, la numérisation de la connaissance

Já foi, vagamente, abordada esta questão da numerização do livro, em comentários cruzados com colaboradores ou leitores do aspirinab. Há algum tempo que andava para avançar um pouco mais sobre esta questão assim como, mais uma vez, apresentar-vos o blog Transnets, du journaliste Francis Pisani, instalado há 8 anos em S. Francisco e que, justamente, apresenta, no seu último post, a problemática da passagem do livro à numerização do conhecimento.
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11.6.06
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périplos europeus
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suprimiram-me ARTE, viva o futebol e o desporto de ecrã
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