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25.11.07

preocupante e intolerável



Trexos da entrevista do Inspector Geral das polícias ao Expresso:

"...tenho procurado fazer a gestão da pedagogia das boas práticas policiais por dentro, assinalando às instituições aquilo que penso serem essas boas práticas.

E que boas práticas se refere?
Um exemplo que me preocupa muito, e que vem das inspecções sem aviso prévio que temos feito, é no atendimento ao cidadão. Há por aí muita impertinência, muita intolerância, muita impaciência da parte da polícia. O que significa incompetência. E isso cria no cidadão uma representação da polícia que se calhar não tem a ver com a substância da intervenção policial. Acho isto intolerável. E ainda mais intolerável é a atitude das chefias, de alguma tolerância face a estes comportamentos."

Acha que as polícias têm formação suficiente em matérias de direitos fundamentais dos cidadãos? Acho que não. Acho que há carências absurdas. Nem na GNR, nem na PSP. Nesta última, há poucos dias, um dos inspectores da IGAI que andava no terreno, constatou em duas ou três ocasiões que agentes recém-formados não faziam a menor ideia o que era a IGAI nem a razão da sua existência. Confundiam a IGAI com a ASAE. Isto é preocupante e intolerável. A IGAI é um referencial na defesa de direitos humanos relativamente às polícias e na relação das polícias com o cidadão. Dei nota desta minha apreensão ao Director Nacional da PSP. Acho esta situação absurda.

Quais são as suas prioridades para 2008?
O plano de actividades está em construção. Estamos a ouvir as várias forças. Quero ainda investir na formação e fazer uma coisa que nunca se fez: uma reflexão sobre os 10 anos da IGAI. Sobre como podemos evoluir. De resto, manter as inspecções sem aviso prévio, mas dirigindo-as mais para as relações com o cidadão no dia-a-dia e para as condições de serviço. Ninguém consegue em condições execráveis, como no Lagarteiro, ter uma relação fluida com o cidadão. O investimento nas condições de trabalho é essencial."

Situação intolerável e preocupante que já tive ocasião de constatar e talvez, dentro de algum tempo, vos conte uma aventura minha kafkiana com três agentes da PSP das Urgências do Hospital de S. José... aida hoje não acredito que tal me tenha acontecido!

19.8.07

não podemos pactuar, as polícias pactuam com os criminosos
porque não têm formação, porque se estão nas tintas

A propósito de mais este caso (CM), e há tantos que não são divulgados, denunciados nem juldados, muitas vezes pela incompetência das nossas polícias, é bom relembar o que se segue:

- 39 é o número de mortes por violência doméstica em Portugal, em 2006, segundo o último relatório da Amnistia Internacional. Falta de denúncia deste tipo de crime prejudica a aplicação da justiça.

- 10,8% é a percentagem de mulheres portuguesas que sofre agressões físicas na gravidez, revela um estudo da maternidade do Hospital de São João, no Porto.

É CRIME PÚBLICO:

Significa que não é necessário que seja a vítima de violência doméstica a apresentar a queixa pessoalmente. Pode ser denunciada por terceiros.

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